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Política

Zema mantém candidatura presidencial enquanto Simões enfrenta dificuldades em Minas

Com 1% no Datafolha nacional, ex-governador diz que seguirá na disputa até o último minuto; sucessor marca 5% em Minas.

Zema mantém candidatura presidencial enquanto Simões enfrenta dificuldades em Minas
Foto: Folhapress

Romeu Zema afirmou que manterá sua candidatura à Presidência da República até o último minuto, apesar da pressão interna no Novo e da estagnação nas pesquisas. O ex-governador aparece com 1% das intenções de voto no cenário nacional, conforme a pesquisa Datafolha mais recente.

A declaração foi dada nesta terça (29), um dia depois de Ricardo Salles desistir da candidatura ao Senado pelo Novo para apoiar Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Zema disse que tem compromisso com o partido, seus apoiadores e consigo mesmo. “Irei até o último minuto”, afirmou em entrevista ao portal Plox.

Na pesquisa anterior, Zema tinha 2% das intenções de voto. Em meados de agosto, marcava 3%. Em Minas Gerais, porém, o candidato aparece com 10% no recorte para a Presidência, ante 5% no levantamento de 14 de setembro e 10% em agosto.

Disputa em Minas Gerais

O desempenho do sucessor de Zema no governo mineiro também é motivo de preocupação para o grupo político. Mateus Simões (PSD) registra 5% das intenções de voto, empatado com Flávio Roscoe (PL), segundo a mesma pesquisa. Simões tem o maior tempo de tela no horário eleitoral, e sua gestão é aprovada por 41% dos mineiros.

Embora Zema e Simões tenham declarado apoio mútuo, os dois não fizeram aparições conjuntas em Minas Gerais e pouco mencionaram um ao outro no horário eleitoral. Zema disse que a ausência se deve à dificuldade de conciliar as agendas, já que tem percorrido o país.

No dia 21, durante debate da Record Minas, Simões declarou que seu palanque seria o único capaz de barrar a esquerda em Minas Gerais e manifestou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. A campanha afirmou que as posições ocorrem em momentos distintos do processo eleitoral e não representam mudança no apoio a Zema no primeiro turno.

O PSD de Minas Gerais declarou que não há orientação formal sobre apoio a uma candidatura específica. O partido lançou Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, à Presidência da República. Em nota, a sigla afirmou respeitar a autonomia de suas lideranças regionais.

Trajetória eleitoral

Zema foi eleito governador de Minas Gerais em 2018, no segundo turno, com 71,80% dos votos válidos, contra 28,20% de Antonio Anastasia (PSDB). Em 2022, foi reeleito no primeiro turno, com Simões como vice, ao obter 56,20% dos votos válidos. O segundo colocado foi Alexandre Kalil, com 35,09%.

Kalil concorre novamente ao governo estadual pelo PDT e aparece à frente de Simões nas pesquisas, embora esteja em terceiro lugar, atrás de Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Patrus Ananias (PT).

Para tentar mudar o cenário na reta final da campanha, a equipe de Simões informou que pretende apresentar propostas em agendas públicas, debates, entrevistas e conversas com diferentes segmentos da sociedade. O objetivo, segundo a assessoria, é mostrar o que foi realizado e o que o candidato pretende fazer nos próximos quatro anos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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