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Em Belo Horizonte, eleitor de Zema diz buscar alternativa à polarização

Daniel Matos Soares de Oliveira apoia Romeu Zema e afirma que a economia e a redução da polarização orientam sua escolha.

Em Belo Horizonte, eleitor de Zema diz buscar alternativa à polarização

Daniel Matos Soares de Oliveira, 45, declara apoio a Romeu Zema (Novo) na disputa pela Presidência. Empresário de uma pequena loja de couros, ele afirma que escolhe o governador de Minas Gerais por considerar que Zema pode reduzir os gastos públicos, valorizar empreendedores e oferecer uma alternativa à polarização política.

Zema governou Minas Gerais de 2019 até março deste ano, quando renunciou para se dedicar à pré-campanha. No mais recente Datafolha, aparece com 2% das intenções de voto no país e 8% em Minas Gerais.

O negócio da família

Daniel trabalha com o pai, Ramiro de Oliveira, desde os 16 anos. A família mantém uma loja de couros em Belo Horizonte desde 1988, fornecendo matéria-prima para fabricantes de bolsas, calçados e roupas.

Durante a pandemia, quando o comércio precisou fechar em 2020, Daniel passou a usar as redes sociais para ajudar nas vendas e melhorar o estado emocional do pai, que precisou se isolar em casa. Ramiro, então com 78 anos, é fumante e entrou em depressão durante o período.

Os vídeos de humor transformaram Ramiro e sua mulher, Estelita, em influenciadores. Ele mantém o perfil @oseuramiro, com 688 mil seguidores no Instagram e 275 mil no TikTok. Nas gravações, usa perucas e interpreta personagens variados, como He-Man e Slash, do Guns N’ Roses. Estelita, 69, participa do perfil @adonaramira, que tem quase 95 mil seguidores no Instagram.

Daniel administra as contas e cuida do roteiro à edição. O casal já fez publicidade, mas recusou uma proposta de R$ 80 mil por posts semanais durante três meses para divulgar bets. “Tem muita gente viciada no trem”, afirmou Daniel.

Apoio a Zema

Para Daniel, o governador mineiro tem experiência empresarial e pode melhorar a economia. Ele também cita a gestão das contas públicas de Minas Gerais e a ampliação de escolas técnicas no interior como motivos para seu apoio.

“A economia sempre é muito montanha-russa, mas, nos últimos tempos, está bem difícil”, disse. Segundo ele, sua empresa precisa vender no presente para pagar as compras seguintes. Apesar das dificuldades, Daniel critica empresários que fecham negócios no Brasil para reabri-los em países com impostos menores.

O eleitor se identifica com Zema por considerá-lo uma opção de centro-direita e afirma que a principal razão de seu voto é a tentativa de reduzir a divisão política. “Tem que diminuir essa polarização, isso só prejudica”, afirmou.

Os pais de Daniel não declaram voto, por receio de ataques de haters. Na eleição passada, ele votou em Jair Bolsonaro, mas diz ter se decepcionado com o extremismo e com a forma como o ex-presidente se posicionava diante da imprensa e da pandemia. Daniel também afirma ter perdido familiares e pessoas conhecidas durante a Covid.

Em um eventual segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, diz que votaria em Flávio, embora não o considere a opção ideal. Daniel relata que já foi chamado de burro por conhecidos depois de declarar voto em Bolsonaro em um encontro com eleitores de Lula.

Ele também rejeita a contestação do resultado eleitoral e afirma que nunca participou de manifestações em frente a quartéis, embora conheça pessoas que foram e que poderiam ter se envolvido nos atos de 8 de Janeiro.

Ao longo da vida, Daniel votou em Fernando Henrique, Lula, Aécio Neves e Bolsonaro. Sobre o Bolsa Família, considera que o programa ajuda pessoas sem renda, mas avalia que deveria ser mais bem estruturado para estimular a formação profissional.

Católico, ele diz que define suas escolhas pensando no futuro da filha. Também afirma estar aberto a mudanças: compara a eleição à escolha de um piloto para um avião e diz que não torceria para a queda da aeronave caso seu candidato não fosse escolhido.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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