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Política

Minas muda equilíbrio entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas empate permanece

Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula em Minas, enquanto diferenças entre Sudeste e estados revelam cenários distintos.

Minas muda equilíbrio entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas empate permanece
Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales

A pesquisa Quaest mostra que a disputa presidencial em Minas Gerais perdeu uma vantagem que Luiz Inácio Lula da Silva tinha no estado. Flávio Bolsonaro aparece com 40% das intenções de voto, contra 37% de Lula. Em julho, os percentuais eram 35% e 38%, respectivamente. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, os dois permanecem tecnicamente empatados.

O resultado ganha peso pelo histórico mineiro. De 1989 a 2022, o candidato vencedor da eleição presidencial no Brasil também foi o mais votado pelos eleitores de Minas Gerais no segundo turno. A sequência inclui Collor, Fernando Henrique, Lula, Dilma e Bolsonaro.

O que os números mostram no Sudeste

A vantagem de Flávio também aparece nas pesquisas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Nos três estados, ele está numericamente à frente de Lula no segundo turno. O movimento acompanha o recorte regional da pesquisa nacional divulgada ontem, que registrou 43% para Flávio e 34% para Lula no Sudeste. No conjunto do país, os dois aparecem empatados em 41% a 41%.

Os estados, porém, apresentam diferenças. Lula tem 33% em São Paulo, 37% em Minas Gerais e 37% no Rio de Janeiro. No recorte regional, o percentual atribuído a Lula é de 34%. Para Flávio, os resultados são 41% em São Paulo, 40% em Minas e 43% no Rio, diante de 43% no Sudeste.

São Paulo registra a maior distância entre os candidatos, de oito pontos. No Rio, a diferença é de seis pontos e fica no limite do empate técnico, considerando a margem de erro de três pontos. Em Minas, a vantagem de Flávio está dentro da margem. A direção dos resultados é semelhante, mas o grau de segurança estatística varia entre os estados. A margem do recorte regional é de três pontos, e os levantamentos nacionais e estaduais são pesquisas diferentes. Além disso, o Sudeste inclui o Espírito Santo.

Comparação com a votação de 2022

A leitura dos dados muda quando a intenção de voto atual é comparada com o percentual obtido nas urnas em 2022 considerando todo o eleitorado apto, e não apenas os votos válidos. Nessa base, Lula recebeu 33,2% em São Paulo, 38% em Minas e 32,4% no Rio. Hoje, seus percentuais são 33%, 37% e 37% nos respectivos estados.

A comparação preserva no cálculo os eleitores que votaram em branco, anularam o voto ou não compareceram. Usar a intenção de voto total ao lado dos votos válidos de 2022 produziria uma queda artificial, porque os percentuais teriam denominadores diferentes. Ainda assim, a pesquisa mede uma intenção no momento atual, que pode mudar até a eleição.

O desempenho de Jair Bolsonaro em 2022 ajuda a dimensionar o cenário de Flávio. Na mesma base, o pai obteve 41% em São Paulo, 37,7% em Minas e 42,1% no Rio. Flávio registra agora 41%, 40% e 43%, respectivamente. Em São Paulo, os percentuais dos dois campos permanecem próximos aos de 2022. No Rio, Lula está 4,6 pontos acima do resultado anterior, enquanto Flávio supera a votação do pai em 0,9 ponto. Em Minas, Lula aparece ligeiramente abaixo, e Flávio está 2,3 pontos acima do percentual de Jair Bolsonaro.

O peso de Minas na leitura nacional

Os números não permitem concluir que eleitores de Lula tenham migrado diretamente para Flávio. Eles indicam, porém, uma relação de forças menos favorável ao presidente em Minas. Isso ocorre mesmo com Lula mantendo um patamar próximo ao registrado anteriormente.

A mudança merece atenção porque Minas foi decidida por apenas 0,3 ponto do eleitorado total em 2022 e acompanhou todos os vencedores nacionais desde 1989. São Paulo mantém uma dificuldade para Lula, enquanto o Rio mostra um resultado presidencial melhor que o de 2022, mas sem colocá-lo à frente. Minas é o estado em que a vantagem numérica mudou de lado.

A pesquisa não define um favorito no estado: Flávio lidera dentro da margem de erro. Para Lula, o dado mostra que preservar uma base semelhante à de 2022 pode não ser suficiente para manter a vantagem. Para Flávio, a liderança ainda precisa se confirmar além da margem de erro.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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