WASHINGTON — Donald Trump se reunirá nesta terça-feira (29) com CEOs de empresas de tecnologia para discutir inteligência artificial. O encontro, na Casa Branca, terá como tema o equilíbrio entre o avanço da tecnologia e a supervisão do governo, afirmou Mike Johnson, presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos.
A reunião ocorrerá enquanto o governo federal debate qual deve ser seu papel no desenvolvimento da inteligência artificial. Empresas do setor têm defendido uma desaceleração na criação de novos sistemas, alertando para riscos à humanidade e pedindo cooperação entre governos para administrar a tecnologia.
Johnson disse que os Estados Unidos precisam preservar sua vantagem competitiva diante da China, mas também devem adotar medidas de segurança. “Não precisamos de uma moratória. Não precisamos intervir e hiperregulamentar isso, porque perderemos a corrida para a China”, afirmou.
Segundo o presidente da Câmara, o Departamento de Justiça pode atuar caso ocorram problemas. Antes disso, porém, ele defendeu transparência e algum nível de supervisão, sem interromper o desenvolvimento da tecnologia.
Trump tem minimizado preocupações sobre o uso indevido da inteligência artificial, ao mesmo tempo que ressalta a importância da disputa tecnológica com a China. O presidente afirma que os Estados Unidos já contam com mecanismos de proteção, inclusive no Departamento de Justiça.
Parlamentares dos dois partidos questionaram a postura de não intervenção. Entre as preocupações estão a segurança, a perda de empregos e a concentração de poder em um grupo reduzido de empresas de tecnologia.
Hakeem Jeffries, líder democrata na Câmara, afirmou que executivos do setor pedem medidas do governo e que o Congresso tem a responsabilidade de proteger a população dos Estados Unidos. “Quando se trata de segurança da IA, certamente me parece que precisamos nos empenhar de forma ousada e responsável —agora”, disse.
Trump jantou no domingo com Dario Amodei, CEO da Anthropic. A empresa e suas concorrentes OpenAI, DeepMind do Google, Microsoft e xAI defendem uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial.



