PORTO ALEGRE — A rotina de Leer mudou depois que o gato foi adotado pelo estudante de Arquitetura e Urbanismo Carlos Eduardo Oliveira. No novo apartamento, ele deixou de ficar restrito ao quarto dos primeiros dias e passou a explorar os demais cômodos, mantendo o hábito de buscar contato com pessoas.
Carlos Eduardo foi escolhido pela ONG Gatinhos de Atlântida entre os interessados em receber o animal. A decisão de se inscrever para a adoção foi influenciada pelo caso de Leer e pela possibilidade de oferecer tempo, espaço e companhia.
Durante o dia, o gato costuma permanecer perto do tutor e procura carinho com frequência. À noite, também se aproxima de Carlos Eduardo para dormir. “O fato de todas as noites quando eu deito ele pular na cama e em segundos vir pra próximo de mim pra dormir junto ajuda a perceber que ele se sente acolhido”, diz o estudante.
A demonstração de afeto já fazia parte do comportamento de Leer quando ele foi devolvido à ONG sob a justificativa de que seria dependente demais. A situação ganhou repercussão nas redes sociais depois que a organização publicou o caso, três dias após a devolução. Mais de 100 pessoas demonstraram interesse em adotar o gato.
Do resgate à adoção
Leer foi encontrado em uma colônia felina com cerca de 50 animais atendida pela ONG. Enquanto a maioria dos gatos do local era descrita como arisca, ele interagia com facilidade com as pessoas. As voluntárias também perceberam que o felino tinha dificuldades para enxergar, aparentemente relacionadas ao estrabismo.
Depois do resgate, Leer recebeu atendimento veterinário e foi diagnosticado com calicivirose. Ele passou por tratamento no gatil mantido pela organização e apresentou melhora significativa.
Dois meses depois, foi colocado para adoção. A expectativa era que a convivência em uma casa contribuísse para sua recuperação e seu bem-estar. No novo lar, o gato aparece em uma imagem com expressão mais tranquila e feliz e demonstra estar adaptado à rotina ao lado do tutor.



