A Linha Centro do Metrô do Recife voltou a funcionar às 8h30 desta sexta-feira (25), após permanecer fechada por três horas e meia. A interrupção ocorreu pelo segundo dia consecutivo, depois que uma árvore caiu sobre a rede aérea do sistema. As informações são da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).
O problema afetou as 19 estações dos ramais Jaboatão e Camaragibe. Segundo a CBTU, a recuperação do dano elétrico exigiu a continuidade dos serviços de manutenção e da retirada da árvore, o que adiou a abertura da linha pela manhã.
Na quinta-feira (24), a árvore havia caído entre as estações Barro e Tejipió. A Linha Centro voltou a operar por volta das 13h, mas o trecho entre Werneck e Coqueiral funcionou em via singela, com os trens usando apenas uma via nos dois sentidos.
A Linha Sul e o ramal do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) não foram atingidos e continuaram funcionando normalmente. Para atender os passageiros durante a suspensão, o Grande Recife Consórcio de Transporte ativou três linhas emergenciais: 238 – TI Jaboatão / TI Barro; 858 – TI Joana Bezerra / TI Afogados / TI Barro; e 2481 – TI Camaragibe / TI TIP.
Também houve reforço nas linhas 200 – TI Jaboatão (Parador) e 2450 – TI Camaragibe (Centro).
Fechamento antecipado e mudanças na gestão
A CBTU anunciou que, a partir de segunda-feira (28), as 19 estações da Linha Centro passarão a fechar às 22h. A mudança está relacionada a obras de substituição dos telhados das estações Afogados, na Zona Oeste da capital, e Joana Bezerra, no Centro da cidade.
O acordo para estadualizar a administração do Metrô do Recife foi firmado em dezembro do ano passado. Após a transferência de gestão, está prevista a realização de um estudo para uma possível concessão do sistema à iniciativa privada.
O Ministério das Cidades informou que serão investidos R$ 4 bilhões nos cinco primeiros anos de uma concessão com prazo de 30 anos. O governo federal também informou que não haverá aumento da tarifa do metrô em 2026 e que os empregos dos servidores da CBTU serão preservados.
Entre os problemas registrados neste ano estão interrupções por falhas elétricas, falta de energia externa, descarrilamento e falta de trens. Em junho, um funcionário da CBTU morreu após sofrer um choque elétrico durante manutenção na rede aérea. Em agosto, o Ramal Cajueiro Seco/Cabo ficou sem funcionar por cinco dias para obras, enquanto o Ramal Jaboatão foi interrompido após uma falha elétrica.



