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Homem morre após ser encontrado ferido em mata de Santarém; polícia apura agressão

Jucleibisson dos Santos Pereira foi levado ao hospital, mas não resistiu; investigação busca identificar autores e esclarecer a motivação.

Homem morre após ser encontrado ferido em mata de Santarém; polícia apura agressão
Foto: Reprodução

Jucleibisson dos Santos Pereira morreu no Hospital Municipal de Santarém depois de ser encontrado gravemente ferido em uma área de mata próxima à Avenida Cuiabá, no bairro da Matinha, em Santarém, no oeste do Pará. Ele foi localizado na quinta-feira (3) e recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) antes de ser levado à unidade de saúde.

O homem morreu na manhã desta sexta-feira (4), em razão dos ferimentos. De acordo com o delegado Gustavo Ceccagno, responsável pelo caso, Jucleibisson estava muito debilitado e relatou a um profissional de saúde que havia sido agredido. Ele teria demonstrado receio de procurar a polícia.

A identificação foi confirmada somente depois que familiares, moradores de Rurópolis, tiveram acesso a uma fotografia feita durante a internação. Antes disso, o nome informado no atendimento médico estava errado. Consultas em sistemas de identificação, exames papiloscópicos e reconhecimento facial não haviam esclarecido quem era a vítima.

Linhas de investigação

A Polícia Civil ainda não identificou os autores nem estabeleceu a motivação. O registro inicial foi feito como lesão corporal seguida de morte, mas o enquadramento pode mudar conforme as provas reunidas.

Uma das hipóteses é que Jucleibisson tenha sido submetido a uma punição por integrantes de um possível “tribunal do crime”. A polícia também considera a possibilidade de agressões ligadas a dívida por drogas ou a pequenos furtos. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram, segundo Ceccagno, a vítima sendo agredida ou castigada anteriormente por comerciantes, supostamente por causa de delitos desse tipo.

Familiares disseram à polícia que Jucleibisson era usuário de drogas, vivia pelas ruas e já havia passado por instituições de recuperação. Ele teria deixado recentemente uma dessas instituições. Também havia sido indiciado por incêndio em Rurópolis, ainda em 2026.

Como não houve prisão em flagrante, a apuração será conduzida por inquérito instaurado por portaria. “O inquérito por portaria é aberto para investigar as situações e, ao final, fazer o indiciamento no relatório conclusivo”, explicou o delegado.

A polícia ouviu pessoas que tiveram contato com a vítima e procura outras testemunhas. Perícias foram solicitadas no ponto onde Jucleibisson foi localizado, assim como exames no corpo para esclarecer a causa e as circunstâncias da morte. Investigadores também buscam imagens de câmeras próximas que possam mostrar quem o deixou no local.

Até o momento, ninguém foi preso. Segundo Ceccagno, a expectativa é chegar à autoria ao final dos 30 dias previstos para a investigação. Os responsáveis poderão responder por crimes diferentes, como tortura seguida de morte ou lesão corporal seguida de morte, conforme o resultado do inquérito.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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