Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00%
A economia explicada todos os dias
Brasil

Movimento ajuda o sistema linfático, mas não há exercício especial para desinchar

Atividade física favorece a circulação da linfa, mas inchaço e distensão abdominal não indicam necessariamente linfedema.

Movimento ajuda o sistema linfático, mas não há exercício especial para desinchar
Foto: Maria Medem/NYT

Exercícios e movimentos ajudam a impulsionar a linfa pelo corpo, mas não há evidências de que uma modalidade específica seja superior para manter saudável o sistema linfático. A avaliação é de Marc Miller, fisioterapeuta especializado no tema do MD Anderson Cancer Center, em Houston.

Práticas divulgadas nas redes sociais, como a chamada caminhada linfática, o rebounding e alongamentos dinâmicos, ganharam espaço entre pessoas que buscam reduzir o inchaço e a distensão abdominal. A caminhada linfática consiste em andar de maneira relaxada, com atenção à postura e à respiração, enquanto braços e mãos se movimentam livremente. O rebounding envolve saltos no mesmo lugar ou em uma cama elástica.

Como a linfa circula

O sistema linfático é formado por vasos e gânglios que ajudam a equilibrar os líquidos do corpo e apoiam o sistema imunológico. A linfa é transportada pelos vasos até os gânglios, que funcionam como filtros e participam da resposta contra infecções, explica Tiana Woolridge, médica especialista em medicina esportiva do Hospital for Special Surgery, em Nova York.

Ao contrário do sistema cardiovascular, o sistema linfático não tem uma bomba central. A circulação depende de contrações musculares provocadas pelo movimento, pela respiração e pela digestão. Por isso, qualquer tipo de exercício pode contribuir para o deslocamento da linfa.

Para a saúde linfática, especialistas recomendam os mesmos fundamentos indicados para a atividade física em geral: 150 minutos por semana de atividade aeróbica de intensidade moderada e pelo menos duas sessões semanais de treinamento de força. Segundo Jason Wheeler, especialista em medicina vascular da Cleveland Clinic, músculos mais fortes têm maior capacidade de ajudar a bombear a linfa.

Caminhar, correr e pedalar são exemplos de atividades aeróbicas que provocam contrações musculares e colaboram para manter a linfa em circulação. Kelly Sturm, fisioterapeuta de Minneapolis especializada em saúde linfática, afirma que o mais importante é manter uma rotina consistente de movimento ao longo do dia.

Quando há inchaço

O sistema linfático da maioria das pessoas funciona sem dificuldades, segundo Wheeler. Algumas desenvolvem linfedema, distúrbio em que a linfa se acumula em uma ou mais partes do corpo. O risco aumenta depois de lesões, cirurgias ou tratamentos contra o câncer. Tabagismo, obesidade e idade avançada também são fatores de risco. Uma parcela menor das pessoas nasce com uma condição genética que prejudica a drenagem.

Sentir inchaço ou distensão abdominal, porém, não significa necessariamente ter linfedema. Esses sintomas podem aparecer ao longo do dia em resposta à alimentação, à qualidade do sono, ao clima e a outros fatores ambientais.

A respiração profunda e diafragmática, presente em alguns exercícios divulgados como linfáticos, também pode ajudar na circulação da linfa. Para pessoas com o sistema linfático saudável, experimentar caminhadas ou saltos desse tipo oferece poucas desvantagens, afirma Sturm. Miller ressalta que não há evidências de que exercícios específicos sejam mais eficazes do que outros para preservar um sistema linfático saudável.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.