São Paulo, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,12 · Euro R$ 5,85 · Ibovespa 187.423 +0,44%
A economia explicada todos os dias
Brasil

Operação prende seis por suspeitas em clínicas clandestinas de Montes Claros

Polícia Civil de Minas Gerais identificou dez vítimas de abuso sexual e apura tortura, crimes contra a saúde pública e duas mortes.

Operação prende seis por suspeitas em clínicas clandestinas de Montes Claros

Seis pessoas foram presas na Operação Refúgio Seguro, que investiga abusos sexuais, tortura e outras irregularidades em clínicas clandestinas. A Polícia Civil de Minas Gerais identificou dez vítimas de abuso sexual. O proprietário dos estabelecimentos está entre os detidos, assim como funcionários ligados a ele.

Os nomes dos presos não foram divulgados. Conforme a delegada Karine Maia, o dono das clínicas teria mantido relações sexuais com internas usando chantagens, ameaças e promessas de benefícios. A investigação também reúne informações de que vítimas eram dopadas para prolongar o período de internação e manter os pagamentos.

A polícia apura ainda crimes contra a saúde pública e duas mortes ocorridas dentro das unidades. “São muitos crimes que agora vão ser investigados”, afirmou a delegada.

Fiscalização e condições das clínicas

A operação é um desdobramento da Operação Amparo, quando duas adolescentes foram resgatadas e 16 mulheres foram encontradas em condições precárias, dormindo no chão e sem higiene adequada. Na ocasião, também foram localizados medicamentos e receitas médicas em branco.

As irregularidades começaram a ser identificadas depois de visitas da Vara da Infância e Juventude. O Ministério Público de Minas Gerais e a Polícia Civil abriram procedimentos que estão em andamento há três anos, com acompanhamento da Vigilância Sanitária.

Segundo a delegada, as clínicas inicialmente funcionavam de maneira regular, recebendo internas encaminhadas pelo Poder Judiciário ou por contratação particular. O proprietário, porém, fechava unidades após interdições e abria outras em áreas afastadas, inclusive na zona rural. Durante a apuração, os investigadores encontraram seis clínicas registradas com diferentes Cadastros Nacionais de Pessoas Jurídicas.

A Polícia Civil afirma que familiares das internas provavelmente não sabiam dos abusos. Durante as visitas, funcionários acompanhavam as conversas e ameaçavam as mulheres para impedir relatos sobre o que ocorria nas unidades.

Relatos e investigação

A coleta de provas foi dificultada porque algumas internas mudavam seus depoimentos após pressões e ameaças. De acordo com Karine Maia, o envolvimento de parte das vítimas com drogas também era usado para questionar a credibilidade dos relatos perante a Justiça.

A delegada disse que duas meninas morreram nas clínicas em circunstâncias tratadas como suicídio, mas os casos ainda serão investigados. A apuração envolve os crimes relacionados às agressões, aos abusos sexuais, à tortura, à saúde pública e às mortes.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.