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Mapa genético do córtex pré-frontal amplia pistas sobre doenças cerebrais

Nove estudos analisaram mais de 6,3 milhões de células de 1.494 doadores para investigar envelhecimento e transtornos neurológicos.

Mapa genético do córtex pré-frontal amplia pistas sobre doenças cerebrais
Foto: Reuters

Cientistas construíram um mapa da atividade genética no córtex pré-frontal, região do cérebro ligada ao planejamento, à tomada de decisões, à regulação das emoções e à adaptação do comportamento. Os resultados reúnem nove estudos publicados nesta quarta-feira (23) na Nature e em outras revistas científicas.

A análise examinou os núcleos de mais de 6,3 milhões de células cerebrais provenientes de 1.494 doadores falecidos. As idades variavam da primeira infância aos 108 anos, e o grupo tinha diferentes ancestralidades genéticas. Havia pessoas sem diagnóstico de transtorno cerebral e indivíduos com Alzheimer, Parkinson, demência com corpos de Lewy, demência vascular, esquizofrenia e transtorno bipolar.

Doenças e envelhecimento

O córtex pré-frontal fica na parte anterior da camada externa do cérebro, atrás da testa. A região é afetada pelo envelhecimento e por transtornos psiquiátricos e neurodegenerativos. O estudo encontrou padrões genéticos comuns a algumas doenças e alterações específicas de cada condição.

Alzheimer, demência com corpos de Lewy, demência vascular e Parkinson apresentaram semelhanças especialmente fortes em genes ligados ao desenvolvimento das células nervosas, à comunicação entre neurônios e ao funcionamento dos vasos sanguíneos. Alzheimer e Parkinson também compartilharam vias nas micróglias, células imunes residentes do cérebro.

Ao comparar pessoas de diferentes idades, os pesquisadores observaram mudanças moleculares amplas durante o desenvolvimento até a vida adulta, estabilidade durante grande parte desse período e novas alterações mais tarde, principalmente nas células imunes e de suporte. Panos Roussos, diretor do Centro de Neurogenômica de Doenças da Escola de Medicina Icahn do Mount Sinai, afirmou que o mapa “ajuda a restringir essa busca” por processos biológicos e alvos terapêuticos.

Os pesquisadores apontaram aproximadamente os 24 anos como uma transição após a qual a maioria dos tipos celulares da região se torna mais estável. Roussos ressaltou: “Isso não significa que o cérebro conclua repentinamente seu desenvolvimento no aniversário de 24 anos de uma pessoa”. Segundo ele, outras características da biologia cerebral continuam mudando durante toda a vida.

Genes, cognição e ritmos biológicos

A pesquisa associou o risco genético hereditário de transtornos a genes e tipos celulares específicos e mapeou influências sobre a atividade de mais de 14 mil genes. Também reconstruiu padrões diários usando amostras de pessoas que morreram em horários diferentes.

Em adultos jovens e de meia-idade, os genes relacionados ao relógio biológico apresentaram atividade coordenada nos neurônios. Nos mais velhos, os padrões eram menos intensos e sincronizados.

Os cientistas ainda identificaram diferenças celulares associadas à cognição e à depressão que acompanha o Alzheimer. Pessoas que mantiveram a função cognitiva apesar de alterações patológicas substanciais da doença apresentaram diferenças em processos energéticos das células cerebrais.

O trabalho foi realizado pelo consórcio PsychAD, com apoio do Instituto Nacional do Envelhecimento, que integra os Institutos Nacionais de Saúde do governo dos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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