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Estudo mostra como o envelhecimento pode misturar lembranças no cérebro

Pesquisa indica que pessoas mais velhas confundem mais experiências relacionadas durante a recuperação da memória.

Estudo mostra como o envelhecimento pode misturar lembranças no cérebro
Foto: AFP

Um estudo publicado na revista Cerebral Cortex indica que o envelhecimento pode tornar as lembranças menos precisas sem apagá-las completamente. A pesquisa aponta que, em vez de recuperar exatamente a experiência procurada, o cérebro pode misturar detalhes de acontecimentos relacionados.

A investigação se concentrou no hipocampo, centro do cérebro ligado à memória. O processo envolve três etapas: a vivência de um acontecimento, o armazenamento de seus detalhes e a recuperação posterior, quando a pessoa tenta acessar aquela lembrança.

A confusão pode ocorrer quando informações de experiências diferentes são combinadas. Nesse caso, ao tentar recordar uma conversa com um amigo, por exemplo, uma pessoa pode acessar detalhes de outra conversa, como uma que teve com o cônjuge.

Como o experimento foi feito

O estudo avaliou adultos jovens, de meia-idade e idosos durante as três etapas da memória, com o uso de imagens do cérebro. Dentro do aparelho de ressonância, os participantes viam um rosto na parte superior da tela e, abaixo, a imagem de um cenário ou objeto, como uma floresta ou uma maçã.

Eles deveriam imaginar a pessoa interagindo com o cenário ou objeto. Cada combinação representava um acontecimento diferente. Depois, os participantes relaxaram durante 20 minutos, enquanto a atividade cerebral continuava sendo registrada.

Na etapa final, um rosto reaparecia acompanhado de quatro imagens. Os participantes precisavam indicar qual delas havia sido associada anteriormente àquela pessoa. O teste foi repetido para medir a capacidade de recordar as associações entre rostos, cenários e objetos.

Resultados e perguntas em aberto

As pessoas mais velhas confundiram mais as lembranças do que os adultos jovens. Elas apresentaram maior probabilidade de afirmar erroneamente que um rosto associado inicialmente a uma maçã havia sido ligado a uma floresta.

Os idosos também tiveram menor probabilidade de repetir os mesmos padrões de atividade cerebral observados quando vivenciaram, armazenaram e recuperaram uma lembrança específica. Ainda assim, quando repetiam os padrões originais, eram mais propensos a confundir as memórias.

Os resultados fornecem evidências de que o hipocampo pode alterar indevidamente as lembranças entre as diferentes etapas da memória conforme as pessoas envelhecem. A pesquisa, porém, não esclareceu qual é a assinatura cerebral das lembranças corretas em idosos nem se outras regiões do cérebro ajudam nesse processo.

Os pesquisadores ainda investigam como diferentes áreas cerebrais se comunicam. Entre as possibilidades para estudos futuros estão exercícios físicos intensivos, treinamento de atenção plena, estimulação cerebral e o registro de pistas de memória em smartphones. Também será necessário avaliar se intervenções no hipocampo podem produzir lembranças mais estáveis e consistentes ao longo do tempo.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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