SÃO CARLOS — O Parque Ecológico de São Carlos prepara diariamente 135 quilos de alimentos para os animais mantidos no local. A estrutura é referência internacional na preservação e na reprodução de animais silvestres na América do Sul e completou 50 anos na quarta-feira (8).
A cozinha industrial produz 50 quilos de hortifrútis, 10 quilos de carne e 75 quilos de ração por dia. O trabalho começa às 6h e inclui o corte e a pesagem dos ingredientes, conforme a dieta definida para cada animal.
O cardápio é elaborado pelo setor de Nutrição e considera a espécie, a temperatura e as necessidades individuais. Maria de Jesus Pereira Miranda, chefe do Cuidado Animal, afirmou: "No inverno, eles ganham um tipo de alimento que fornece mais energia, mais calor. No verão, um alimento que também resfria o corpo deles".
Dietas específicas para cada espécie
A equipe não segue uma receita única. Cada bandeja recebe um destino, um horário e uma quantidade determinados. Os ingredientes são escolhidos para ajudar a manter a imunidade dos animais e estimular comportamentos naturais.
A textura, o modo de cortar e a apresentação também fazem parte da preparação. Para os micos, por exemplo, as frutas são cortadas em pedaços pequenos, semelhantes ao tamanho das mãos dos animais. O formato leva em conta a maneira como o tratador vai oferecer a comida.
O cozinheiro Valdecir Donizette Baldan disse que a equipe técnica prepara a dieta de cada animal e que os cozinheiros seguem pesos e medidas específicos. Do menor pássaro ao maior carnívoro, a alimentação é preparada de acordo com a necessidade de cada espécie.
O clima também é acompanhado ao longo do ano. Quando a temperatura muda, a alimentação pode ser ajustada para atender melhor aos animais.
Depois de pronta, a comida é transportada até os recintos. Maria afirmou que percebe uma melhora nos cuidados com os animais ao longo dos anos e disse que o funcionamento da cozinha é essencial para o parque. A equipe também destaca o compromisso de oferecer a eles o melhor possível, já que os animais foram privados da liberdade e recebem cuidados no local há 50 anos.



