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Polícia apreende eletrônicos em investigação sobre prédio que desabou na Penha

Operação cumpriu oito mandados na zona leste de São Paulo e em Guarujá; três sócios são investigados pelo caso.

Polícia apreende eletrônicos em investigação sobre prédio que desabou na Penha
Foto: Folhapress

A Polícia Civil apreendeu computadores, celulares e documentos em imóveis ligados a investigados pelo desabamento de um prédio em construção na Penha, na zona leste de São Paulo. A queda matou seis pessoas no último dia 12.

A Operação Ponto de Ruptura cumpriu oito mandados de busca e apreensão na zona leste da capital e em Guarujá, na Baixada Santista. Segundo a polícia, os materiais recolhidos podem ajudar a esclarecer possíveis omissões de pessoas envolvidas na construção, nas vistorias e na autorização e liberação do imóvel, que estava sob responsabilidade da New Home Construtora.

A corporação afirma que a empresa não cumpriu um alvará da Prefeitura que determinava a demolição do prédio para a construção de uma nova edificação no local. Os três principais alvos da operação são sócios da construtora ligada ao empreendimento e têm prisão temporária decretada.

Ronaldo Vivacqua está preso. De acordo com a polícia, ele seria um “sócio oculto” da New Home. Os outros dois investigados, um casal formado pelo filho de Vivacqua e sua companheira, continuam foragidos. A polícia disse que pediu as prisões porque eles não se apresentaram espontaneamente, não ficaram à disposição da investigação e não forneceram informações técnicas sobre a edificação. Também foram consideradas as possibilidades de fuga e destruição de provas.

Adelmo Silva, advogado da New Home e dos três investigados, afirmou que uma decisão judicial autorizava as obras. A delegada Deidiene Fialho Costa Éboli, titular do 24º DP (Ponte Rasa), disse que a operação permitirá aprofundar a análise do caso. “Hoje foi mais uma etapa importante para o esclarecimento das circunstâncias que levaram ao desabamento”, declarou.

Uma servidora da Subprefeitura da Penha também é investigada. Segundo a polícia, ela atestou a demolição de parte do edifício, embora o serviço não tivesse sido realizado. Ela já prestou depoimento.

A Controladoria Geral do Município de São Paulo informou ter embargado todas as obras em andamento na capital das empresas envolvidas no desabamento.

Outra frente apura suspeitas de estelionato na venda de imóveis e terrenos pela construtora. Mais de dez pessoas relataram prejuízos, e o 10º DP (Penha) abriu quatro inquéritos. Os investigadores também analisam a atuação do responsável técnico pela obra e o papel de Vivacqua na compra e venda de imóveis e terrenos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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