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Religião pesa menos na escolha do voto, mas segue presente na campanha

Pesquisas mostram queda na influência declarada de líderes religiosos, enquanto temas de fé continuam mobilizando eleitores.

Religião pesa menos na escolha do voto, mas segue presente na campanha
Foto: Bruno Santos/Folhapress

As eleições presidenciais começam neste domingo (4), com mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar no primeiro turno. Também serão escolhidos governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

A religião teve peso relevante para parte do eleitorado em 2022. Pesquisa do Datafolha realizada em outubro daquele ano mostrou que 49% dos eleitores davam muita importância à religião ou à fé do candidato na definição do voto. No mesmo levantamento, 22% disseram que o apoio de um líder religioso influenciava muito sua decisão.

Menor influência declarada

Pesquisa do Datafolha feita em julho deste ano indicou uma redução na influência atribuída aos líderes religiosos. Para 67% dos eleitores, a opinião de líderes de sua igreja não terá nenhuma influência na escolha do candidato a presidente.

Considerando os eleitores que disseram que essa opinião terá muita ou um pouco de influência, o índice foi de 23%. O percentual foi o menor entre os grupos avaliados na pesquisa.

A religião, porém, continuou presente no debate eleitoral. Um episódio envolvendo Nossa Senhora Aparecida mostrou como temas religiosos podem ser mobilizados durante a campanha.

Uma notícia falsa afirmava que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A informação viralizou nas redes sociais, e a campanha do candidato divulgou um desmentido para tentar conter os efeitos do caso.

Os dados indicam que a influência direta de líderes religiosos diminuiu na declaração dos eleitores, mas assuntos ligados à fé ainda podem entrar na disputa presidencial e mobilizar campanhas.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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