O setor de serviços respondeu por 70% do crescimento da economia do Centro-Oeste no segundo trimestre, com avanço ou estabilidade em todas as unidades da Federação analisadas. O comércio foi apontado como o principal impulso dentro da atividade.
O Distrito Federal concentrou 57% da expansão regional e registrou crescimento de 2,9% no Produto Interno Bruto (PIB), na comparação com o mesmo período do ano passado. Mato Grosso do Sul contribuiu com 23%, Mato Grosso com 10% e Goiás com 9%.
Desempenho por unidade da Federação
A economia do Mato Grosso do Sul cresceu 2,5%, enquanto Mato Grosso e Goiás tiveram alta de 0,5% cada. No conjunto do Centro-Oeste, o PIB avançou 1,6% em relação a 2025. O resultado ficou abaixo dos 2% registrados pelo IBGE para o PIB nacional na mesma comparação.
No Distrito Federal, os serviços, que representam 95% da economia local, cresceram 3%. A agropecuária teve alta de 4,7%, mas a indústria recuou 1,2%. O relatório relaciona a queda industrial ao desempenho da construção civil.
A agropecuária permaneceu estável no Centro-Oeste. O resultado reúne uma retração de 5,0% em Goiás e de 0,6% em Mato Grosso. No Distrito Federal, o setor subiu 4,7%, e no Mato Grosso do Sul, 7,3%.
Na indústria, houve crescimento em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, com variações de 2,4%, 3,1% e 3,1%, respectivamente. O Distrito Federal foi a única unidade com resultado negativo, de -1,2%.
Nos serviços, o Distrito Federal avançou 3,0%; Mato Grosso do Sul, 0,1%; Mato Grosso, 1,1%; e Goiás, 1,0%. É considerado estável o indicador com variação entre -0,1% e +0,1%.
A economista Juliana Trece, coordenadora do núcleo e responsável pelo estudo, afirmou que a agropecuária costuma ter grande impacto na região. “Quando a gente fala de Centro-Oeste, uma característica dessa região é que a agropecuária é determinante no PIB.”



