Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00%
A economia explicada todos os dias
Brasil

Taís Araújo destaca papel de Layla em espetáculo com kora em São Paulo

Musicista de Campinas toca instrumento africano de 21 cordas e ajudou a transformar o monólogo em uma montagem com três artistas em cena.

Taís Araújo destaca papel de Layla em espetáculo com kora em São Paulo
Foto: Reprodução/EPTV

A musicista Layla, de 28 anos, é apontada por Taís Araújo como uma presença essencial em “Mudando de Pele”, espetáculo em cartaz em São Paulo. Artista de Campinas, ela toca a kora, instrumento ancestral africano, e compôs toda a harmonia e os acordes usados na montagem.

A produção nasceu como um monólogo inglês, mas ganhou outro formato no Brasil com a participação de Layla e da diretora musical Dani Nega. Para Taís, a diversidade e as experiências das duas artistas mudaram a estrutura do trabalho. “Isso não pode ser chamado de solo, porque a participação das meninas é muito poderosa em cena”, afirmou a atriz.

Taís também disse que a peça passou a depender da presença das duas colaboradoras. “Essa peça não existe mais sem a Layla e sem a Dani”, declarou. A atriz avalia que a vivência de Layla acrescentou elementos que não estavam presentes em sua experiência nem na de Dani Nega.

A origem da kora

Layla teve contato com a música e com a kora na Casa de Cultura Tainã, uma ocupação cultural de resistência negra localizada na Vila Bela, em Campinas. O espaço é gerido por seu pai, Mestre TC.

A kora tem origem no oeste africano, no Império Mandinga, por volta do século 18. O instrumento é feito artesanalmente com cabaça, couro e madeira e tem 21 cordas, cuja combinação forma uma estrutura musical complexa.

Mestre TC afirmou que as atividades da Casa de Cultura Tainã procuram, por meio da música, das tradições e dos saberes ancestrais, reconectar as Áfricas que foram divididas e separadas.

Fundada por Toninha, uma mulher da comunidade da Vila Bela, a Casa promove a integração de comunidades quilombolas, indígenas, urbanas e rurais. O espaço fica na região da Vila Padre Manoel da Nóbrega. Depois da morte de Toninha, passou a ser administrado pelo pai de Layla.

Com sessões lotadas na capital paulista, o elenco espera apresentar o espetáculo em Campinas em breve. Taís afirmou que existe um desejo grande de levar a montagem à cidade.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.