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Cripta Imperial reabre após reforma de R$ 5,3 milhões em São Paulo

Mausoléu no Parque da Independência abriga os restos de dom Pedro 1º e das imperatrizes Maria Leopoldina e Dona Amélia.

Cripta Imperial reabre após reforma de R$ 5,3 milhões em São Paulo
Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

A Cripta Imperial foi reaberta no Parque da Independência, no Ipiranga, zona sul de São Paulo, e recebeu uma fila de visitantes na tarde do feriado do Dia da Independência. O mausoléu abriga os restos mortais de dom Pedro 1º e das imperatrizes Maria Leopoldina e Dona Amélia, suas duas esposas.

O espaço permaneceu fechado por quatro anos para obras estruturais e de restauro, com custo de R$ 5,3 milhões, segundo a Secretaria de Cultura da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O investimento também incluiu a recuperação de itens e estruturas do acervo do Museu da Cidade de São Paulo.

Entre as intervenções estão a construção de banheiros, a instalação de sistema de ar-condicionado e medidas de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. O bronze dos sarcófagos imperiais foi restaurado, e o teto recebeu fechamento com mármore amarelo. A área externa do monumento foi limpa, enquanto a Casa do Grito passou por pintura e reparos de trincas.

A reabertura atraiu moradores e visitantes. A costureira Tânia Santana, 62, que frequenta o parque diariamente, afirmou estar curiosa para conhecer o resultado da reforma. O orientador socioeducativo Rodrigo Machado, 32, estudante de História, disse que a instalação de vidros de proteção nas escadas ajudou a evitar o consumo de drogas e outros usos inadequados do local.

A construção de taipa de mão próxima ao monumento é associada ao 7 de Setembro por sua semelhança com a casa retratada no quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo (1843-1905). No túmulo de dom Pedro, foi mantida a inscrição: “Pedro 1º, fundador do Império constitucional e defensor perpétuo do Brasil.”

Maria Leopoldina foi a primeira ocupante da cripta. Seus restos, que estavam no Rio de Janeiro, foram transferidos durante as celebrações do quarto centenário de São Paulo. Dom Pedro 1º chegou ao local em 1972, no Sesquicentenário da Independência, após um acordo com o governo português. O coração do imperador permanece no Porto.

Dona Amélia foi levada de Lisboa em 1982, depois de permanecer desde 1972 no Panteão dos Braganças. A partir de terça-feira (8), a cripta funcionará de terça a domingo, das 9h às 17h. No mesmo período, será aberta a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria da historiadora Marly Rodrigues.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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