PARIS — A Airbus e a italiana Leonardo investigam uma falha no revestimento de peças da fuselagem dianteira que afeta cerca de 500 jatos A321neo. A fabricante informou que a segurança das aeronaves não foi comprometida.
O problema foi detectado depois que um técnico da Airbus removeu a tinta de uma peça e encontrou lacunas na camada protetora, chamada primer. A falha foi confirmada pela empresa na sexta-feira (26).
As equipes de engenharia da Airbus e da Leonardo estão na TESI, uma empresa especializada em revestimentos e subcontratada da Leonardo ao sul de Nápoles. O trabalho envolve apoiar a recuperação e identificar a causa do problema, que ainda não foi determinada.
A TESI não respondeu aos pedidos de comentário. A Airbus não informou quais fornecedores estão envolvidos. A Leonardo confirmou que a TESI é uma fornecedora, mas não disse se a empresa realiza trabalhos para a Airbus.
Produção afetada
A falha envolve hastes de reforço, conhecidas como stringers, em uma seção dianteira da fuselagem do A321neo. De acordo com fontes familiarizadas com o assunto, o caso levantou questionamentos sobre os controles de qualidade e os pontos vulneráveis da cadeia de suprimentos.
A Airbus tem dois fornecedores para essa seção: a Leonardo e a Airbus Atlantic, sua fornecedora interna, anteriormente chamada Stelia. A Airbus Atlantic também responde pela parte dianteira da aeronave. A Leonardo, por sua vez, tem um único fornecedor para os revestimentos.
Do total de aeronaves envolvidas, 250 estão em diferentes estágios de produção. A Airbus reafirmou na sexta-feira (26) sua meta de entregas para 2026.



