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Economia

Bolsa Família exigirá R$ 22,7 bilhões adicionais em 2027

Reajuste de 15,04% elevará o benefício mínimo para R$ 691 e exigirá mudanças no Orçamento de 2026 e 2027.

Bolsa Família exigirá R$ 22,7 bilhões adicionais em 2027
Foto: AFP

O reajuste de 15,04% do Bolsa Família terá impacto de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22,7 bilhões em 2027, conforme estimativas do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Os recursos não foram incluídos no Orçamento de 2026 nem no PLOA de 2027, enviado ao Congresso Nacional no fim de agosto.

Para 2026, o Executivo terá de remanejar despesas de outras áreas e enviar ao Congresso um projeto de lei para abrir crédito suplementar. O instrumento permite alterar valores destinados a ações que já existem. As novas estimativas serão apresentadas na semana que vem, no relatório de avaliação de receitas e despesas do quarto bimestre.

Em 2027, a equipe econômica fará ajustes nos números do PLOA. O governo poderá enviar uma mensagem modificativa ou pedir as alterações diretamente ao relator do Orçamento, por meio de ofício. Ainda não foram informadas as áreas que perderão recursos para compensar o custo adicional.

A proposta de Orçamento de 2026 previa inicialmente R$ 158,6 bilhões para o Bolsa Família. O valor caiu para R$ 156,6 bilhões na versão aprovada pelo Congresso Nacional. Em julho, o governo reduziu mais R$ 790 milhões no relatório de avaliação, deixando a previsão em R$ 155,8 bilhões. Esse montante foi mantido na proposta para 2027.

Valores dos benefícios

O programa atende cerca de 19,3 milhões de famílias. O benefício mínimo, atualmente em R$ 600 por família, passará a R$ 691. Segundo o governo, a correção de 15,04% considera a inflação acumulada desde a reformulação da política, em março de 2023.

O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, subirá de R$ 142 para R$ 164. O benefício para a primeira infância, destinado a cada criança de até sete anos incompletos, passará de R$ 150 para R$ 173. Já o benefício variável familiar, voltado a gestantes, nutrizes e pessoas de sete a 18 anos incompletos, aumentará de R$ 50 para R$ 58.

O ministro Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento, afirmou que será necessário reorganizar as despesas para acomodar o reajuste. O ministro Dario Durigan, da Fazenda, disse que a medida é diferente do aumento promovido em 2022, quando o governo Jair Bolsonaro elevou o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, em agosto, uma alta de 50%.

"Estamos fazendo isso de maneira muito responsável e muito diferente do que já se viu no país", disse Durigan, ao mencionar a chamada PEC Kamikaze e a abertura de crédito extraordinário fora do limite de gastos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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