SÃO PAULO — O Bradesco arrecadou R$ 6,5 bilhões na primeira etapa do aumento de capital anunciado em julho. A operação prevê duas fases e pode levantar até R$ 10 bilhões com a emissão de novas ações.
Em comunicado ao mercado divulgado na noite desta quarta-feira (16), o banco informou que 402 milhões de novos papéis foram subscritos durante o período de exercício do direito de preferência, encerrado no último dia 4.
Desse total, 252,6 milhões são ações ordinárias, que dão direito a voto, emitidas a R$ 15,43 cada. As outras 149,8 milhões são ações preferenciais, sem direito a voto, negociadas por R$ 17,64 por papel.
Próxima etapa
Após a conclusão da fase inicial, sobraram 202,3 milhões de ações. Esses papéis serão oferecidos exclusivamente aos investidores que exerceram o direito de preferência e manifestaram interesse em reservar ações durante a primeira etapa. O período de subscrição das sobras ocorrerá ao longo da próxima semana.
Os critérios de rateio divulgados pelo Bradesco estabelecem pesos diferentes para os titulares de ações ordinárias e preferenciais. Caso ainda haja papéis não vendidos depois dessa distribuição, o banco poderá fazer um segundo rateio ou realizar um leilão na B3.
Outra possibilidade é a homologação parcial da oferta pelos acionistas controladores. Eles haviam se comprometido a aportar até R$ 8 bilhões no aumento de capital.
Quando anunciou a operação, em julho, o Bradesco afirmou que os recursos seriam usados para sustentar investimentos em tecnologia, eficiência comercial e expansão dos negócios. Se atingir o valor previsto, a operação elevará o capital social para até R$ 103 bilhões.
O banco também informou que aplicou desconto de 6% para "incentivar os acionistas a participarem do aumento de capital". Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, mencionou o ROE, retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado, e a perspectiva de queda de juros no Brasil em 2026 e 2027 como estímulos para a colocação de mais capital.



