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Dívida bruta chega a 82,9% do PIB em agosto, informa Banco Central

Indicador subiu 0,3 ponto percentual no mês e atingiu o maior nível desde março de 2021.

Dívida bruta chega a 82,9% do PIB em agosto, informa Banco Central
Foto: Folhapress

A dívida bruta do Brasil alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, após alta de 0,3 ponto percentual no mês. O índice é o maior desde março de 2021, quando estava em 85,1% do PIB. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (30).

O indicador considera as dívidas do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos governos estaduais e municipais. A relação com o PIB é usada para avaliar a evolução do endividamento público.

Segundo o Banco Central, a alta mensal foi influenciada pelo aumento dos juros nominais apropriados, que acrescentou 0,8 ponto percentual, e pela desvalorização cambial, responsável por 0,1 ponto. A variação negativa do PIB nominal reduziu o indicador em 0,5 ponto percentual e limitou a elevação.

Desde dezembro de 2022, quando a dívida bruta equivalia a 71,68% do PIB, o indicador subiu mais de 11 pontos percentuais. No acumulado deste ano, o avanço é de 4,2 pontos percentuais. O crescimento foi influenciado principalmente pelos gastos com juros.

A taxa básica de juros, a Selic, está em 13,75% ao ano. De acordo com o Banco Central, uma redução de um ponto percentual na taxa, mantida por 12 meses, diminuiria a dívida bruta em R$ 65,8 bilhões, ou 0,49 ponto percentual do PIB.

Projeções e outros indicadores

No relatório de projeções fiscais divulgado em junho, o Tesouro Nacional estimou que a dívida bruta atingirá o pico de 87,9% do PIB em 2029. Depois, a previsão é de queda para 83,1% do PIB em 2036.

Pela metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI), adotada pelo Banco Central em suas estatísticas, a dívida bruta caiu de 95,4% do PIB em julho para 94,5% em agosto. Esse cálculo inclui a dívida mobiliária do Tesouro Nacional que está na carteira da autoridade monetária. No conceito usado pelo Banco Central, entram as operações compromissadas.

A dívida líquida aumentou 0,1 ponto percentual em agosto e chegou a 69,3% do PIB, com saldo de R$ 9,2 trilhões. No acumulado do ano, a alta foi de 4 pontos percentuais.

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto. No mesmo mês de 2025, o resultado negativo havia sido de R$ 17,3 bilhões. O governo central teve déficit de R$ 14,7 bilhões, enquanto estados e municípios registraram superávit de R$ 2,7 bilhões. As empresas estatais tiveram superávit de R$ 2 bilhões.

As despesas com juros somaram R$ 105,9 bilhões em agosto, ante R$ 74,3 bilhões no mesmo período do ano passado. Em 12 meses, o déficit acumulado do setor público consolidado é de R$ 82,1 bilhões, equivalente a 0,62% do PIB.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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