As projeções para o déficit primário do governo central recuaram em 2026 e 2027, mas as estimativas para a dívida bruta subiram nos dois anos, de acordo com o relatório Prisma, divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta terça-feira (15).
Para 2026, a mediana das expectativas passou de R$ 59,145 bilhões, em agosto, para R$ 52,271 bilhões no relatório de setembro. A previsão para 2027 caiu de R$ 55 bilhões para R$ 45,350 bilhões.
As estimativas ainda estão distantes das metas fiscais definidas pelo governo. Para 2026, a meta é obter superávit de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões. Em 2027, o objetivo é um resultado positivo de 0,5% do PIB, ou R$ 73,2 bilhões. O cálculo considera uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB e exclui determinadas despesas.
Na dívida bruta, o Prisma elevou a projeção para 83,2% do PIB em 2026, ante 83% na estimativa de agosto. Para 2027, a previsão passou de 86,7% para 87% do PIB.
A equipe econômica afirma que o endividamento permanece elevado mesmo com a melhora dos resultados primários ao longo dos anos por causa do nível da taxa básica Selic, que aumenta as despesas com juros da dívida pública. A taxa está em 14% ao ano, após quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. O Banco Central não informou a decisão para a próxima reunião.
Receitas e despesas
A receita líquida esperada para este ano subiu de R$ 2,574 trilhões para R$ 2,581 trilhões. Para 2027, a projeção passou de R$ 2,732 trilhões para R$ 2,750 trilhões.
As despesas do governo central neste ano foram estimadas em R$ 2,625 trilhões, ante R$ 2,624 trilhões no levantamento anterior. Para 2027, a previsão aumentou de R$ 2,787 trilhões para R$ 2,792 trilhões.



