São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Economia

Dólar cai após deflação de 0,32% no IPCA de agosto

Moeda recuava 0,29%, a R$ 5,086, enquanto investidores acompanhavam dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.

Dólar cai após deflação de 0,32% no IPCA de agosto
Foto: Folhapress

O dólar abriu em baixa nesta sexta-feira (11), depois de o IBGE divulgar que o IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto. Às 9h54, a moeda recuava 0,29%, cotada a R$ 5,086.

A queda dos preços foi influenciada principalmente pela conta de luz, que ficou 7,63% mais barata devido ao impacto temporário do bônus de Itaipu. Também contribuíram para o resultado a redução de 13,17% nas passagens aéreas, além de preços menores de alimentos e combustíveis.

No mercado internacional, os investidores aguardavam a divulgação do CPI dos Estados Unidos, considerado o último indicador de inflação antes da reunião do Federal Reserve, marcada para os dias 15 e 16 de setembro. A próxima leitura do PCE, índice usado como principal referência pela autoridade monetária americana, está prevista para 30 de setembro.

Petróleo e mercado brasileiro

Na sessão anterior, em 10, o dólar havia caído 0,18%, para R$ 5,101, enquanto a Bolsa subiu 1,42%, aos 188.268 pontos. O movimento foi influenciado pela valorização do petróleo, que favoreceu ações de empresas brasileiras do setor, especialmente as da Petrobras.

O petróleo passou de US$ 105 nesta quinta-feira, pela primeira vez desde maio. A alta ocorreu em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã e às movimentações dos houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã. Na quinta-feira, o grupo anunciou ter assumido o controle de Mocha, cidade considerada estratégica para o escoamento do petróleo da Arábia Saudita.

A rota pelo estreito de Bab el-Mandeb passou a ser usada para transportar até 70% da produção de petróleo de Riad depois da obstrução do estreito de Hormuz. Antes do conflito, Hormuz respondia pela circulação de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Na quarta-feira (9), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado dez navios e lançado mísseis balísticos contra uma base na Jordânia usada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. A ação foi apresentada como resposta aos ataques americanos contra cinco petroleiros iranianos na terça-feira (8).

A valorização da commodity impulsionou os papéis preferenciais da Petrobras, que subiram quase 2%. O movimento também pode favorecer o real, porque investidores estrangeiros precisam vender dólares para comprar a moeda brasileira e aplicar em ativos locais. Ao mesmo tempo, a crise eleva os riscos de interrupção no fluxo de petróleo e aumenta as pressões sobre a inflação.

Política e indicadores

No Brasil, os investidores também monitoravam a crise no Supremo Tribunal Federal após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de parte do caso Master. A decisão revelou que Daniel Vorcaro, do Banco Master, perguntou ao ministro Alexandre de Moraes se deveria deixar o país dias antes de ser preso pela Polícia Federal.

O cenário político ganhou atenção depois que uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial de outubro. Flávio tinha 46,4% das intenções de voto, contra 46,2% de Lula. Como a margem de erro era de 1 ponto percentual, os dois apareciam tecnicamente empatados.

Também esteve no radar o desempenho da atividade econômica. O volume de serviços ficou estável em julho ante junho e cresceu 0,9% na comparação anual, abaixo das expectativas de alta de 0,2% e 1,1%, respectivamente.

Nos Estados Unidos, o PPI subiu 0,4% em agosto, depois de uma alta revisada de 0,1% em julho. Em 12 meses, o índice avançou 5,4%, ante 4,8% no mês anterior. Os juros americanos estavam na faixa de 3,5% a 3,75%.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.