São Paulo, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Economia

Galípolo será ouvido pela PF como testemunha no inquérito sobre o Banco Master

Presidente do Banco Central confirmou intimação e deve prestar depoimento no começo de outubro, em data ainda não definida.

Galípolo será ouvido pela PF como testemunha no inquérito sobre o Banco Master
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou nesta quinta-feira (24) que foi intimado pela Polícia Federal para depor como testemunha no inquérito sobre o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A oitiva deve ocorrer no começo de outubro, mas ainda não tem data definida.

“Estou sempre à disposição para todas as instituições”, afirmou Galípolo. Ele disse que poderá contribuir relatando como foi o processo relacionado ao caso, assunto sobre o qual já prestou esclarecimentos algumas vezes.

Também foram convocados pela Polícia Federal o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o dono do BTG Pactual, André Esteves, e o diretor de fiscalização da autoridade monetária, Ailton de Aquino.

Ex-gestores sob investigação

O inquérito apura a atuação de dois ex-gestores do Banco Central: Paulo Sérgio Neves de Souza, que foi diretor de fiscalização, e Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária. Segundo as investigações, os dois teriam atuado em favor dos interesses de Vorcaro dentro da autarquia e repassado informações sobre a fiscalização. As defesas negam favorecimento ao ex-banqueiro.

A conduta dos ex-servidores também é analisada pela Controladoria-Geral da União desde março, em um Processo Administrativo Disciplinar. Se considerados culpados, eles podem ser expulsos do quadro funcional do Banco Central.

Novas mensagens extraídas do celular de Vorcaro indicam ainda que o Master fez pagamentos ao irmão de outro funcionário do Banco Central em 2025. Uma relação de pagamentos registra R$ 120 mil para a LR Consultoria, empresa de Leonardo Eyer Harris, irmão de Ricardo Eyer Harris, chefe de gabinete do diretor de regulação do sistema financeiro, Gilneu Francisco Astolfi Vivan.

Ricardo afirmou ter informado a alta administração do Banco Central sobre o contrato e negou participação em decisões ligadas ao Master. Galípolo defendeu a presunção de inocência e disse que o caso de Harris é distinto dos episódios envolvendo outros servidores.

Outro servidor citado é João André Calviño Marques Pereira, ex-chefe do departamento de Regulação do Sistema Financeiro. O banco de Vorcaro declarou à Receita Federal ter pago R$ 3 milhões, no ano passado, à empresa JGM Solutions, ligada ao ex-servidor.

João André ocupou a chefia de abril de 2018 a janeiro de 2024. Pediu licença em março de 2024 e foi exonerado do cargo de auditor em junho de 2025. Segundo ele, os pagamentos começaram em agosto de 2025, quando já havia deixado o Banco Central.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.