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Economia

Família paga R$ 5 mil após golpe de falso sequestro no Espírito Santo

Criminosos disseram que adolescente estava em cárcere e exigiram mais R$ 200 mil; jovem estava em uma padaria quando foi encontrada.

Família paga R$ 5 mil após golpe de falso sequestro no Espírito Santo
Foto: Reprodução/Amunes

Uma família transferiu R$ 5 mil após criminosos afirmarem que uma adolescente havia sido sequestrada na manhã deste domingo (20), em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. A jovem não estava em cativeiro e ninguém foi preso.

O casal recebeu uma ligação dos supostos sequestradores e, ao não encontrar a filha em casa, continuou na chamada. O pai fez a transferência exigida. Depois, os criminosos passaram a pedir R$ 200 mil e ameaçaram ferir a adolescente caso o valor não fosse pago.

A Polícia Militar foi acionada e iniciou buscas pela região. Uma amiga da família avisou aos pais que a jovem estava sentada em uma padaria no mesmo bairro. Os policiais foram até o local e encontraram a adolescente.

Como o golpe foi aplicado

A jovem contou aos agentes que recebeu uma ligação informando que a irmã havia sido sequestrada. Ela também disse que recebeu ordens para fazer uma chamada de vídeo e compartilhar a tela do celular, permitindo que os criminosos acompanhassem seus contatos e as ações realizadas.

Segundo o depoimento, a adolescente foi ameaçada caso procurasse a polícia. Ela teria sido orientada a sair do prédio e caminhar até locais que seriam informados posteriormente. A jovem afirmou que não entrou em nenhum veículo, não foi mantida em cativeiro e permaneceu circulando a pé.

Depois de deixar o edifício, ela caminhou até a região de um ponto de ônibus. Como a bateria do celular estava baixa, foi até a padaria para conectar o aparelho a um carregador e continuar usando o telefone.

O delegado Rômulo Carvalho Neto, da 7ª Delegacia Regional de Cachoeiro, afirmou que o caso pode ser entendido como crime de cárcere privado digital. “Parte do valor já foi estornado e devolvido para a familia, mas tem transferência que já foi”, disse.

A Polícia Civil informou que continuará investigando o caso para identificar os autores.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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