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Economia

MPT pede R$ 5 milhões a Rico Melquiades por suposta coação política de funcionárias

Órgão afirma que influenciador constrangeu trabalhadoras e divulgou dados pessoais; processo tramita em Maceió com pedido de urgência.

MPT pede R$ 5 milhões a Rico Melquiades por suposta coação política de funcionárias
Foto: Agência Senado

O Ministério Público do Trabalho em Alagoas entrou com uma ação contra o influenciador Rico Melquiades por suposto assédio eleitoral. O órgão solicita R$ 5 milhões por danos morais coletivos, com destinação prevista para fundos públicos ou projetos sociais.

A acusação envolve supostas pressões políticas sobre funcionárias domésticas e a divulgação de informações pessoais delas nas redes sociais. Para o MPT, as condutas atingiram a dignidade das trabalhadoras. O processo tramita na 11ª Vara do Trabalho de Maceió e inclui um pedido de urgência.

Além da indenização, o órgão quer que sejam removidas publicações com dados íntimos, humilhações ou exigências ideológicas relacionadas a trabalhadores. Também pede a divulgação de uma retratação oficial, com o esclarecimento de que a preferência política de um empregado não pode determinar sua permanência ou demissão.

Na ação, o MPT afirma que o influenciador teria tentado interferir na escolha eleitoral de trabalhadores: “O réu praticou comportamento abusivo, doloso e ilegal no ambiente de trabalho, objetivando finalidades ilícitas”.

A defesa de Rico Melquiades não foi localizada para comentar. O influenciador, porém, publicou uma retratação nas redes sociais nesta sexta-feira (18). Em um vídeo no Instagram, pediu desculpas a brasileiros e trabalhadores que se sentiram ofendidos e declarou que as mulheres mostradas na gravação são familiares que autorizaram a participação.

“Vivemos numa democracia e precisamos respeitar uns aos outros sem jamais ultrapassar os limites da Constituição”, afirmou.

Investigação eleitoral

A iniciativa do MPT ocorre paralelamente a um procedimento aberto pelo Ministério Público Eleitoral na segunda-feira (14) para investigar possível crime de coação eleitoral. O caso menciona um vídeo em que um influenciador com mais de 12,4 milhões de seguidores pergunta a quatro mulheres quem paga os salários delas e quais são suas preferências políticas.

Segundo a descrição do MPE, uma das mulheres teria sido ameaçada de demissão por sua identificação com um partido. O caso foi enviado à Polícia Federal para investigação criminal, considerando possível aplicação do artigo 301 do Código Eleitoral.

O MPE não identifica Rico Melquiades pelo nome. A associação ocorreu após a descrição do vídeo e uma publicação feita pelo influenciador no sábado (12), na qual vinculou uma funcionária ao PT e afirmou que ela seria demitida. O vídeo deixou de estar disponível em suas redes sociais.

Em abril, Melquiades anunciou filiação ao PSDB de Alagoas para disputar uma vaga de deputado federal nas eleições deste ano. Ele chegou a dizer que proporia cirurgias plásticas gratuitas caso fosse eleito, mas a candidatura não avançou.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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