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Economia

Polícia apreende equipamentos de ex-funcionário do iFood no Rio

Investigação apura se executivo levou dados comerciais sigilosos ao deixar o iFood para trabalhar na 99Food.

Polícia apreende equipamentos de ex-funcionário do iFood no Rio
Foto: Cristiane Gercina/Folhapress

A Polícia Civil do Rio de Janeiro fez uma operação de busca e apreensão contra um ex-funcionário do iFood suspeito de levar informações sigilosas da empresa para a 99Food. O mandado foi expedido pela Justiça em janeiro deste ano e cumprido na quarta-feira (16).

O investigado era executivo da área de vendas. Ele pediu demissão em abril do ano passado para trabalhar na concorrente chinesa, que chegava ao mercado de delivery carioca. A suspeita é de que tenha habilitado o e-mail pessoal no computador corporativo e baixado dados antes de sair da empresa.

Entre as informações estariam condições comerciais negociadas com clientes, volume de vendas, pedidos e estratégias, além de dados sigilosos de restaurantes parceiros. O iFood levou o caso à Justiça para investigar como os dados foram usados e com quem foram compartilhados.

A empresa afirmou haver indícios de que o ex-funcionário tenha trabalhado em uma plataforma concorrente e disse estar tomando medidas judiciais para proteger seus dados, parceiros e o ecossistema de delivery. Também há um inquérito semelhante na Polícia Civil de São Paulo.

A 99Food declarou que trata “relatos como este com seriedade” e que não tolera o uso de dados obtidos ilegalmente. A empresa informou que o profissional citado não faz parte de seu quadro de colaboradores e afirmou seguir políticas de treinamento, monitoramento e responsabilização.

Outras medidas judiciais

O iFood também move um processo contra outra concorrente, no qual pede indenização de R$ 1 milhão por concorrência desleal. A ação menciona as regras dos parágrafos 9 e 12 do artigo 195 da LPI (Lei de Propriedade Industrial).

A empresa afirma ainda que seus funcionários são alvo de assédio nas redes sociais. Em declaração sobre as investigações, Diego Barreto, CEO do iFood, disse que a quebra do sigilo de uma plataforma online nos Estados Unidos ajudou a identificar uma suspeita de espionagem. “A Justiça no Brasil, ela é lenta, mas ela chega”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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