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Homem pede à Justiça exame para investigar suposta filiação com Braguinha

Bruno Marques afirma ser filho do banqueiro Antônio Carlos de Almeida Braga e quer realizar teste de DNA com herdeiros.

Homem pede à Justiça exame para investigar suposta filiação com Braguinha
Foto: Divulgação

Bruno de Oliveira Marques, 42, entrou com uma ação na 18ª Vara de Família da Comarca do Rio de Janeiro para investigar se é filho do banqueiro Antônio Carlos de Almeida Braga, conhecido como Braguinha. O pedido inclui a realização de um exame de DNA.

Braguinha morreu em 2021, aos 94 anos, em Portugal. Ele foi dono da seguradora Atlântica-Boavista, acionista do Bradesco e fundador do Banco Icatu. Ao morrer, já havia transferido parte do patrimônio para cinco filhas e um filho de dois casamentos. O valor total da fortuna não é conhecido; uma pessoa ligada ao processo estimou que ela somava centenas de milhões de reais.

Indícios apresentados no processo

Marques afirma que nunca conheceu Braguinha e diz que o banqueiro manteve um relacionamento com sua mãe, Sônia, entre 1981 e 1984. O pedido apresentado à Justiça é baseado em depoimentos registrados em cartório por cinco mulheres que acompanharam o relacionamento. Todas afirmaram acreditar que Braguinha era o pai.

Sônia morreu em dezembro de 2022 sem falar publicamente sobre a possível paternidade. Uma amiga da família declarou, em documento anexado ao processo, que Braguinha teria procurado Sônia para saber se Bruno era seu filho. A testemunha relatou que a mãe nunca confirmou a informação. “ficamos com uma dúvida muito grande”, afirmou.

Uma prima também prestou depoimento em cartório e disse que parte da família considerava Braguinha o pai de Marques por causa da semelhança física.

Marques informou na ação que está disposto a pagar as despesas do exame. Em conversas entre advogados, foi discutida a possibilidade de ele abrir mão de qualquer direito financeiro em troca da realização do teste. A resposta foi negativa.

Os advogados das filhas e do filho de Braguinha podem sustentar que os indícios não são suficientes para autorizar o exame, conforme uma pessoa que acompanha as discussões. Se o pedido for rejeitado e a disputa continuar, a exumação do corpo é uma possibilidade mencionada no processo.

Citação de herdeira

Maria Konder de Almeida Braga D Alo é a única herdeira ainda não citada pela Justiça do Rio. A defesa de Marques questiona a demora. Segundo a família, ela mora em Londres.

O juiz negou a tentativa de fazer a citação nas empresas registradas em nome dela no Brasil. A determinação é que o procedimento seja feito por carta rogatória, o que pode prolongar o processo. Os advogados de Marques afirmam que os demais herdeiros não forneceram um telefone para localizar Maria Konder. A informação é relevante porque a Justiça poderia autorizar uma citação por WhatsApp.

Os advogados Helen Danilov e Renato César Veiga Rodrigues não quiseram dar entrevista, assim como Marques. Caetano Berenguer, advogado de Joana Konder de Almeida Braga, informou que não se pronunciaria. Maria Miceli representa Lucia Nabuco de Almeida Braga Rebello, Luis Antonio Nabuco de Almeida Braga e Maria do Carmo Nabuco de Almeida Braga. Sylvia Nabuco de Almeida Braga não foi localizada.

Atuação no esporte e nos bancos

Braguinha ficou conhecido pelo apoio financeiro a atletas e equipes. Ele financiou times de vôlei e tênis, ajudou Emerson Fittipaldi e Gustavo Kuerten, foi amigo de Ayrton Senna e atuou como conselheiro financeiro de Pelé. Também oferecia prêmios em dinheiro a atletas medalhistas em Olimpíadas.

Uma testemunha afirmou que Sônia teria conhecido o banqueiro na recepção de uma empresa de Emerson Fittipaldi. O piloto foi o primeiro esportista financiado por Braguinha no começo da carreira. Após a morte do banqueiro, Fittipaldi resumiu a relação: “Era apenas por amor ao esporte”.

Braguinha também pagava hospedagem e alimentação para Kuerten quando o tenista ainda competia na categoria juvenil. Ele levou Pelé ao ministro da Fazenda, Delfim Netto, para tratar da liberação de um automóvel recebido pelo jogador após o milésimo gol. Mais tarde, tornou-se seu conselheiro financeiro.

Em 1983, Braguinha negociou a incorporação da Atlântica-Boavista pelo Bradesco, operação que deu origem à estrutura do Bradesco Seguros. Ele chegou à presidência do conselho de administração e se tornou um dos principais acionistas do banco. Após um conflito com Amador Aguiar, principal acionista do Bradesco, vendeu sua participação de 16% em 1986.

Com o dinheiro obtido na operação, criou o Banco Icatu. A instituição foi vendida em 2000 ao Banco BBA e depois incorporada ao Itaú.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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