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Relatório aponta falhas do Fed na crise do Silicon Valley Bank

Análise encomendada por Michelle Bowman afirma que supervisores conheciam vulnerabilidades do banco antes da quebra em 2023.

Relatório aponta falhas do Fed na crise do Silicon Valley Bank
Foto: Reuters

Um relatório encomendado pelo Federal Reserve afirma que o banco central dos Estados Unidos foi tímido ao enfrentar os problemas do Silicon Valley Bank (SVB) e avaliou de forma incorreta as causas da falência da instituição em 2023.

A análise do Starling Advisory Group, publicada na sexta-feira (18), identificou falhas na supervisão do banco e apontou vulnerabilidades na atuação do Fed antes da quebra. Naquele período, Michael Barr era o diretor responsável pela supervisão bancária da instituição.

O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, afirmou que Barr “não cumpriu seu dever durante todo o fiasco”. Barr não quis comentar.

O relatório representa mais um ponto de atrito entre o governo de Donald Trump e o Federal Reserve. Trump tentou demitir a diretora Lisa Cook sob acusações de fraude hipotecária, mas a Suprema Corte dos EUA bloqueou as tentativas. Cook nega as acusações.

O governo também abriu uma investigação criminal contra Jerome Powell, posteriormente arquivada, por seu depoimento a uma comissão do Senado sobre os custos da reforma da sede do banco central. Powell nega as alegações. Trump também o criticou por não reduzir drasticamente os juros.

Trump indicou Kevin Warsh para substituir Powell na presidência do Fed. O mandato de Powell terminou em 15 de maio. Nesta semana, Trump afirmou que o aumento dos juros foi decidido por um conselho “muito hostil... muito político”.

Divergências sobre as causas da quebra

Michelle Bowman, vice-presidente de supervisão do Fed, encomendou o relatório. Ela afirmou que o documento “não tinha o objetivo de atribuir culpa” e indicou a necessidade de uma reforma significativa.

As conclusões podem contrariar pontos do relatório inicial do Fed sobre o colapso do SVB, conduzido por Barr antes de ele propor um endurecimento das restrições aos bancos americanos em resposta à crise de 2023. O documento mais recente rejeitou a ideia de que a falha da supervisão tenha sido causada por medidas anteriores de flexibilização bancária. Também não encontrou evidências de que as redes sociais tenham acelerado a corrida aos saques, como havia afirmado o relatório de 2023.

Segundo Bowman, os supervisores conheciam, ou deveriam conhecer, as vulnerabilidades que levaram à quebra. Ela atribuiu os problemas a uma cultura de aversão ao risco e à falta de clareza sobre quem tinha autoridade para decidir pela adoção de medidas.

Entre as mudanças previstas, os examinadores bancários do Fed terão de enviar relatórios mensais aos responsáveis pela supervisão regional, com problemas e preocupações identificados.

Sediado na Califórnia, o SVB teve a segunda maior quebra bancária da história dos Estados Unidos. A crise também levou o Signature Bank e o First Republic ao colapso. A turbulência diminuiu depois que os reguladores garantiram todos os depósitos bancários sem seguro.

Bowman afirmou que a quebra foi causada por perdas contábeis não realizadas em títulos da dívida do governo americano, cujo valor caiu após a alta dos juros em 2022, e por depósitos voláteis de empresas de tecnologia, em sua maioria sem seguro. O banco também não estava preparado operacionalmente para tomar empréstimos do Fed oferecendo ativos como garantia.

Os reguladores haviam feito dezenas de advertências formais pouco antes da crise. Muitas, porém, tratavam de tecnologia, conformidade e riscos operacionais, e não das vulnerabilidades financeiras que levaram à derrocada. O Fed anunciou planos para concentrar mais atenção nos principais riscos financeiros dos bancos e na estabilidade do sistema.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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