O Ranking de Eficiência dos Estados — Folha (REE-F) chega à segunda edição com uma proposta de comparar a entrega de serviços públicos pelos estados com os recursos financeiros disponíveis. O cálculo usa a receita corrente líquida (RCL) de cada unidade da Federação como medida dos recursos à disposição dos governos estaduais.
O Distrito Federal fica fora da classificação por suas particularidades. A edição de 2026 reúne dados disponíveis e comparáveis para os 26 estados e considera cinco dimensões: educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças.
O que é avaliado
Na educação, o índice considera a frequência escolar de crianças e adolescentes de 6 a 14 anos e de jovens de 15 a 17 anos, os ingressantes no ensino superior estadual por 100 mil habitantes, o abandono do ensino médio na rede estadual e as notas de língua portuguesa e matemática no Saeb.
Na saúde, entram a cobertura da Atenção Primária, o número de médicos por mil habitantes, a mortalidade infantil e a quantidade de leitos de internação do SUS por mil habitantes. Os indicadores utilizam informações de diferentes bases, como E-Gestor Atenção Básica, FGV Ibre, Associação Médica Brasileira, Datasus e CNES.
A dimensão de infraestrutura mede o atendimento da população por abastecimento de água e esgotamento sanitário, além da parcela de rodovias classificadas como ótima ou boa. Os dados de saneamento são do Ministério das Cidades, enquanto as informações rodoviárias vêm da Pesquisa CNT de Rodovias 2025.
Em segurança pública, o ranking utiliza a taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes. A medida inclui homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.
Na área fiscal, são considerados o comprometimento da RCL com despesas de pessoal ativo e inativo e a relação entre a Dívida Consolidada Líquida e a RCL. A RCL per capita também é usada na etapa final para relacionar o desempenho aos recursos disponíveis em cada estado.
Como o índice é formado
Cada dimensão recebe uma nota de 0 a 1. O resultado combina os cinco escores em uma média ponderada: saúde e educação têm peso dobrado em relação a infraestrutura, segurança pública e finanças, devido aos repasses mínimos previstos na Constituição.
Depois, a média é dividida pelo escore da RCL per capita de 2025. Esse cálculo produz o Índice de Eficiência do Estado. A classificação final usa quatro faixas: eficientes, para índices iguais ou superiores a 0,550; alguma eficiência, de 0,400 a 0,549; pouca eficiência, de 0,350 a 0,399; e ineficientes, abaixo de 0,350.
Além dos indicadores centrais, a base reúne dados para contextualizar os perfis demográfico, econômico, territorial, fiscal e político dos estados. Entre eles estão despesas empenhadas por função em 2025, população, PIB estadual de 2023, composição da atividade econômica em 2021, IDHM de 2024, área territorial de 2025 e o partido do governador eleito em 2014, 2018 e 2022.



