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Economia

Ramuth afirma que conta em Andorra pertence a empresa da esposa

Vice-governador diz que recursos foram declarados no Brasil e nega que a conta esteja em seu nome e no da esposa.

Ramuth diz por que não declarou dinheiro em Andorra à Justiça Eleitoral

O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), afirmou que não declarou à Justiça Eleitoral os recursos mantidos em Andorra porque a conta bancária está registrada em nome da offshore Visio Corporation LTDA S.A., sediada no Panamá. A empresa pertence à sua esposa, Vanessa Ramuth, e foi informada à Receita Federal na declaração de imposto dela.

Em 2022, quando concorreu a vice-governador na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ramuth não registrou recursos no exterior no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Justiça de Andorra investigou a movimentação de mais de US$ 1,6 milhão em uma conta no banco AndBank, aberta em 2009, no mesmo dia da criação da empresa panamenha.

Investigação em Andorra

Um relatório da Unidade de Inteligência Financeira de Andorra apontou que a conta teria sido aberta em nome de Felício Ramuth e Vanessa Ramuth. O vice-governador contestou essa informação e disse que o ponto foi esclarecido em depoimento prestado à Justiça de Andorra em 2 de outubro de 2025.

A suspeita registrada no documento é de que a conta tenha sido usada para “um alegado delito grave de branqueamento de capitais”. Segundo o relatório, a Visio Corporation LTDA transferiu o dinheiro para o AndBank por meio de sociedades sediadas nos Estados Unidos e em Luxemburgo. O documento afirma que não havia informações disponíveis sobre essas empresas.

Também são investigadas as companhias panamenhas Mithos Assets Corp e Aquafome Investments. As duas estão registradas em nome dos mesmos diretores da Visio Corporation.

A Justiça de Andorra identificou movimentações de US$ 1,6 milhão entre 2009 e 2011 e pediu, em 2023, o bloqueio de US$ 1,4 milhão, valor que estava na conta naquele momento.

A defesa de Ramuth solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o arquivamento da cooperação internacional entre as Justiças brasileira e andorrana. Os advogados afirmam que os esclarecimentos prestados no país europeu retiraram a materialidade da investigação.

Ramuth declarou que os recursos têm origem lícita, foram obtidos antes de sua trajetória política e estão declarados ao fisco brasileiro. Ele também afirmou que o caso não envolve acusações formais contra ele ou a esposa, mas investiga o banco AndBank.

Antes de ser vice-governador, Ramuth foi prefeito de São José dos Campos, deixou o PSDB e se tornou candidato do PSD ao governo de São Paulo. Depois, passou a integrar a chapa de Tarcísio, que venceu a eleição contra Rodrigo Garcia.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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