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Economia

Petróleo e tributos elevam receita federal, mas contas seguem no vermelho em 2026

Receita deve somar R$ 3,24 trilhões, enquanto arrecadação com petróleo pode alcançar R$ 172,1 bilhões neste ano.

Petróleo e tributos elevam receita federal, mas contas seguem no vermelho em 2026
Foto: Reprodução/Pixabay

A alta da arrecadação com petróleo e mudanças na tributação ajudam a explicar a projeção de receitas totais de R$ 3,24 trilhões para 2026. O valor corresponde a 23,7% do Produto Interno Bruto (PIB), mas não impede que as contas públicas terminem o ano com déficit, segundo especialistas citados na análise da equipe econômica.

A estimativa para as receitas de exploração de petróleo é de R$ 172,1 bilhões em 2026, ou 1,3% do PIB. Em 2025, foram R$ 139,3 bilhões, equivalentes a 1,1% do PIB. A alta é associada ao preço do produto no mercado externo, impulsionado pela guerra no Oriente Médio.

Receita, dívida e resultado fiscal

Rafaela Vitória, economista-chefe do banco Inter, afirmou que o aumento de tributos e a valorização do petróleo sustentam a arrecadação mesmo com a perda de ritmo da atividade econômica. Ela avaliou que o governo deve registrar déficit primário próximo de 0,5% do PIB, resultado que pode ser pior que o de 2025.

Para Rafael Barros Barbosa, pesquisador do FGV IBRE, o avanço das despesas em ritmo superior ao da receita contribui para o aumento da dívida pública em relação ao tamanho da economia. “A nossa receita até aumentou, mas os nossos gastos aumentaram mais ainda”, afirmou.

Segundo Barbosa, uma das consequências da elevação da dívida em relação ao PIB é o aumento dos juros. Na avaliação dele, o gasto acima da arrecadação estimula a demanda, pressiona a inflação e pode levar o Banco Central a elevar os juros.

A receita total reúne a arrecadação de tributos federais e outros ingressos, como royalties, concessões e dividendos. O cálculo é corrigido pela inflação e não inclui os valores de estados e municípios. Por isso, é diferente da carga tributária, que alcançou 32,1% do PIB em 2024 e considera os tributos das três esferas de governo.

Recorde e previsão para 2027

Se a projeção se confirmar, os 23,7% do PIB representarão o maior nível da série histórica da Secretaria do Tesouro Nacional, iniciada em 1997. O recorde anterior foi registrado em 2010, no último ano do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, quando a receita equivalia a 23,6% do PIB.

Entre 1997 e 2025, a média da receita total foi de 21,4% do PIB. Para 2027, a proposta de orçamento prevê uma pequena redução, para 23,4% do PIB, ou R$ 3,46 trilhões.

O documento lista medidas de recomposição de receitas e mudanças na tributação, incluindo a taxação de offshores, a elevação do imposto sobre cigarros e produtos importados, o aumento do IOF e a redução de benefícios fiscais. Também registra a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês, ou R$ 60 mil ao ano, medida que será efetivada na declaração de 2027. Para rendas de até R$ 7.350 mensais, foi criado um desconto progressivo menor.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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