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São Caetano tem imóveis mais caros e oferta limitada de terrenos

Cidade registra tíquete médio de R$ 1,06 milhão em lançamentos e valorização imobiliária acima da média nacional nos últimos cinco anos.

São Caetano tem imóveis mais caros e oferta limitada de terrenos
Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

São Caetano do Sul tem o maior tíquete médio de imóveis entre as cidades do ABC. No primeiro trimestre de 2026, o valor chegou a R$ 1,06 milhão, acima de São Bernardo, que registrou R$ 826 mil, segundo dados do Secovi sobre o Valor Geral de Vendas (VGV).

A cidade combina bons indicadores econômicos, serviços públicos subsidiados e uma área municipal reduzida, de 15,4 km². Entre os serviços citados estão ônibus gratuito, educação subsidiada — inclusive de nível superior —, escola de artes e unidades de saúde.

O número de apartamentos lançados caiu de 248 para 214 na comparação entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período de 2025, uma redução de 14%. A queda é associada à dificuldade de encontrar terrenos com preços acessíveis em uma área quase totalmente urbanizada, e não à falta de interesse das construtoras.

“São Caetano é uma cidade pequena, quase totalmente urbanizada, com oferta escassa de áreas vazias. Com muitos atrativos e poucos imóveis, o valor dos apartamentos sobe”, afirma Milton Bigucci Junior, da MBigucci.

Valorização e novos empreendimentos

A economista Mariangela Silva, do Grupo OLX, afirma que São Caetano acumulou valorização de 48% nos últimos cinco anos, acima da média nacional de 35%. O índice FipeZAP é calculado com base em anúncios de venda de imóveis de 56 cidades brasileiras. Entre os possíveis efeitos sobre o mercado, ela cita a maior procura por imóveis fora dos centros tradicionais de emprego após a expansão do trabalho remoto.

No bairro Santa Paula, a MBigucci constrói o Infinite, com 60 unidades de 81 m² e preço mínimo de R$ 1,08 mi, equivalente a R$ 13,3 mil o m². Com entrega prevista para 2028, o empreendimento já comercializou 80% das unidades. O projeto inclui fitness interno e externo, arena beach e duas ou três vagas de garagem. Segundo Bigucci, os compradores também buscam sustentabilidade e eficiência energética.

A Eztec desenvolve, perto da estação São Caetano da CPTM, o Reserva São Caetano, descrito pela empresa como um bairro planejado. O complexo inclui o Bosque, com apartamentos de 33 m² a 64 m², e o GranResort, com unidades de até 134 m², além de serviços pay per use, como massagem e treinamento com personal.

A cidade também tem áreas verdes como o Chico Mendes, o parque linear da avenida Kennedy, os parques Tom Jobim e Elis Regina e o Bosque do Povo. No mercado de imóveis usados, a Flot calculou valorização de 10,5% no tíquete médio, para R$ 1,1 milhão, com base em anúncios publicados entre junho e agosto deste ano, ante o mesmo período de 2025.

O preço elevado pode dificultar a permanência de moradores mais jovens. Henrique Sotere, da imobiliária Sotere, diz que parte deles permanece na casa dos pais ou se muda para Santo André ou São Bernardo por não ter renda suficiente para comprar em São Caetano.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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