O Departamento de Transportes dos Estados Unidos deve finalizar na segunda-feira (28) uma proposta para flexibilizar até 2031 as normas de economia de combustível para carros e caminhões. A medida reverteria a política adotada durante o governo Joe Biden, que pressionava as montadoras a ampliar a produção de veículos elétricos.
Donald Trump afirmou ter aprovado as novas regras, que, segundo ele, reduzirão o preço dos veículos novos. O secretário dos Transportes, Sean Duffy, disse neste sábado (26): “Uma grande vitória para os trabalhadores da indústria automobilística dos Estados Unidos está chegando na segunda-feira”.
A proposta prevê uma média de 34,5 milhas por galão (14,7 km por litro) para toda a frota até 2031. O índice é inferior às 50,4 milhas por galão (21,4 km por litro) previstas durante o governo Biden. O Departamento de Transportes estima que a mudança reduziria em US$ 930 (R$ 4.834) o custo médio de cada veículo novo.
Em contrapartida, o próprio departamento calcula que a flexibilização elevaria o consumo de combustível em cerca de 100 bilhões de galões até 2050. Os gastos com combustível aumentariam em US$ 185 bilhões (R$ 961 bilhões), enquanto as emissões de dióxido de carbono cresceriam aproximadamente 5%.
A iniciativa ocorre enquanto os motoristas norte-americanos enfrentam uma forte alta nos preços dos combustíveis desde o início da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.
Durante o governo Biden, a eficiência exigida para automóveis aumentou 8% ao ano nos modelos de 2024 e 2025, 10% nos de 2026 e 2% ao ano entre 2027 e 2031. Em dezembro, o governo Trump havia proposto revisar retroativamente para baixo a norma dos modelos de 2022 e, depois, elevá-la entre 0,25% e 0,5% ao ano até 2031.
Pete Buttigieg, que chefiou o Departamento de Transportes no governo Biden, criticou a mudança: “A redução das normas acelerará o que Trump já vem fazendo: entregar à China o futuro das tecnologias limpas e obrigar os norte-americanos a pagar mais na hora de abastecer”.



