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Boato sobre Nossa Senhora alcança 36,5% do pico do caso Dark Horse no X

Análises da Palver, Bites e Tunad mostram recuo das menções e menor alcance do episódio em redes sociais e aplicativos.

Boato sobre Nossa Senhora alcança 36,5% do pico do caso Dark Horse no X
Foto: Mauro Pimentel/Afp

A diferença entre o boato sobre Nossa Senhora Aparecida e o caso “Dark Horse” aparece com mais clareza no indicador usado pela Palver para comparar a repercussão dos episódios. No X, o vazamento de um áudio de Flávio Bolsonaro atingiu 6.330 menções por milhão de palavras. Já a notícia falsa sobre a padroeira chegou a 2.310, equivalente a 36,5% desse pico.

O boato afirmava que o senador Flávio Bolsonaro (PL) revogaria o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida caso fosse eleito presidente. A circulação do conteúdo perdeu força durante o fim de semana e registrou, no domingo (27), queda superior a 50% em relação à sexta-feira (25), quando o episódio atingiu seu maior volume.

Repercussão nas plataformas

A Bites mediu uma redução contínua nas menções diárias. O volume caiu de 591 mil na sexta-feira (25) para 399 mil no sábado (26) e chegou a 273 mil no domingo (27). Para Manoel Fernandes, diretor da consultoria, a desaceleração indica que o episódio não tem o mesmo potencial de dano do caso “Dark Horse”.

A queda continuou depois de Flávio Dino, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), anular a decisão de André Mendonça que proibia publicações sobre o tema nas redes sociais. No domingo, o número de posts recuou de 33 mil às 14h para 20 mil às 17h.

A Palver classificou a discussão como de nível alto no TikTok. Ainda assim, o alcance foi menor em outras plataformas. No WhatsApp, o tema alcançou 9,4% do teto de comparação; no TikTok, 14,6%. Na televisão e no rádio, ficou na faixa baixa, com 2,1% e 2,3%.

O caso “Dark Horse”, por sua vez, chegou a 87,6% do teto no WhatsApp, 75,7% no TikTok e 100% no YouTube. No WhatsApp e no TikTok, a referência foi o volume de citações ao julgamento de Alexandre de Moraes no STF em 15 de setembro.

Efeito político e buscas

A circulação da fake news levou Flávio Bolsonaro a acionar a Justiça Eleitoral e publicar nove vídeos de desmentido. Aliados de Lula —a primeira-dama Janja, o vice Geraldo Alckmin (PSB) e os candidatos Fernando Haddad (PT) e Simone Tebet (PSB)— mencionaram o assunto em publicações e atos públicos voltados ao eleitorado católico.

Para Felipe Bailez, presidente da Palver, o perfil mais político do X pode ter ampliado a percepção sobre o tamanho da crise. A rede é acessada diariamente por 16% dos usuários de internet no Brasil e ocupa a 10ª posição no ranking de aplicativos e redes sociais, segundo dados do Cetic.br. Instagram e YouTube têm 73% de acesso diário cada um, enquanto o WhatsApp chega a 91%.

A Tunad analisou as buscas por “Nossa Senhora Aparecida” no Brasil entre 1º e 26 de setembro de 2026. Até o dia 24, a média era de 15 mil pesquisas diárias. Na sexta-feira, o volume subiu para 69 mil, crescimento de 358,7% sobre a média e tráfego 4,7 vezes maior que o de uma sexta-feira comum.

As análises foram realizadas pelas empresas de inteligência de dados Palver, Bites e Tunad. O impacto do boato foi menor que o do áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Daniel Vorcaro para custear o filme “Dark Horse”.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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