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Política

Centro-esquerda vence eleição na Suécia e conquista maioria no Parlamento

Oposição obteve 176 cadeiras, contra 173 do bloco de direita; resultado ainda precisa de certificação formal.

Centro-esquerda vence eleição na Suécia e conquista maioria no Parlamento
Foto: Johan Nilsson/TT News Agency via AP

A oposição de centro-esquerda venceu as eleições parlamentares na Suécia e conquistou a maioria no Parlamento, informou nesta quinta-feira (17) a Justiça Eleitoral sueca. O bloco obteve 176 cadeiras, enquanto os partidos governistas de direita ficaram com 173 assentos.

A votação ocorreu no domingo (13), e a contagem foi concluída nesta quinta-feira. Todos os votos para o Parlamento, que tem 349 cadeiras, foram contabilizados. O resultado ainda depende de certificação formal nos próximos dias.

Liderada pela ex-primeira-ministra Magdalena Andersson e pelo Partido Social-Democrata, a oposição deve assumir o governo no lugar da atual administração de direita. A imprensa local afirmou que o primeiro-ministro Ulf Kristersson pretende renunciar ao cargo em breve.

A expectativa é que Andersson retorne ao posto de primeira-ministra depois de quatro anos na oposição. Conhecida como “Magda” na Suécia, ela deixou o cargo em 2022.

Extrema direita perde espaço

O desempenho dos Democratas da Suécia (SD), partido de extrema direita, foi a principal surpresa da eleição. A legenda pode registrar a primeira redução no número de cadeiras desde que entrou no Parlamento, em 2010, e deixar de ser a segunda maior força política do país.

O partido é liderado por Jimmie Åkesson, que o transformou em uma das principais forças políticas suecas nas últimas duas décadas. No sábado (12), durante o último comício da campanha em Estocolmo, Åkesson afirmou considerar a disputa “já vencida”.

Os social-democratas, principal força política da Suécia, prometeram reforçar o Estado de bem-estar social e ajudar as famílias a enfrentar o aumento do custo de vida.

Em uma publicação no Instagram, a ativista climática Greta Thunberg pediu aos eleitores que impedissem uma aliança de governo entre a direita e a extrema direita. “Nenhum fascista em nosso governo. Justiça climática já!”, escreveu.

Cerca de 8 milhões de pessoas estavam aptas a votar em um país de 10,6 milhões de habitantes, onde a participação eleitoral costuma superar 80%.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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