Representantes de 11 clubes paulistas se reuniram nesta segunda-feira, em articulação intermediada pela Federação Paulista de Futebol (FPF), para discutir os efeitos da medida provisória que trata das bets. O objetivo foi evitar posições isoladas que possam enfraquecer uma atuação conjunta das equipes.
Participaram representantes de Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Mirassol e Red Bull Bragantino, que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro. Também estiveram no encontro Botafogo, Novorizontino, Ponte Preta e São Bernardo, da Série B, além do Juventus, da Segunda Divisão Paulista.
Não houve definição de medidas concretas. A reunião foi usada para a troca de informações entre profissionais das áreas jurídica e de marketing dos clubes. Em nota, a FPF confirmou que as equipes continuarão discutindo o assunto de forma conjunta, “visando o melhor para o futebol”.
O encontro ocorreu antes de uma reunião entre clubes das quatro divisões do futebol nacional e representantes do Ministério do Esporte. Além da medida provisória, os participantes devem discutir a possibilidade de um socorro financeiro às equipes.
CBF será interlocutora com o governo
O governo acionou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para intermediar as conversas com clubes das Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro. A entidade ainda não definiu quem a representará na reunião. O ofício enviado pelo governo informa que o objetivo é discutir o “fortalecimento dos clubes e do futebol brasileiro”.
A atual cúpula da CBF reúne dirigentes com vínculos políticos. Entre os oito vice-presidentes está Gustavo Dias Henrique, responsável pela articulação política da confederação e primeiro suplente de Renan Calheiros (MDB) na disputa pelo Senado por Alagoas.
Outro nome apontado como influente na gestão é Francisco Schertel Mendes, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, vice-presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol e integrante da assembleia da CBF.
Nesta segunda-feira (28), ao sancionar um projeto com diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil, Lula criticou as bets. O presidente afirmou que o futebol brasileiro viveu seus melhores momentos sem depender do dinheiro desse setor e citou os títulos mundiais conquistados pelo Brasil em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.
Em 2025, os patrocínios das bets aos clubes da Série A somaram cerca de R$ 1,03 bilhão, alta de aproximadamente 66% ante os R$ 618 milhões do ano anterior. O valor correspondeu a 7,2% das receitas totais de R$ 14,3 bilhões dos times da elite do futebol brasileiro no ano passado.



