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Patrocínios de bets somaram 7,2% das receitas da Série A em 2025

Governo vai ouvir clubes e confederações antes de decidir se adotará medidas para compensar possíveis perdas com o veto às apostas.

Patrocínios de bets somaram 7,2% das receitas da Série A em 2025
Foto: Reuters

Os patrocínios de empresas de apostas esportivas representaram 7,2% das receitas dos clubes da Série A em 2025, apesar do crescimento dos valores pagos pelas bets. O levantamento da consultoria Convocados mostra que os contratos somaram cerca de R$ 1,03 bilhão, contra R$ 618 milhões no ano anterior. As receitas totais dos times foram de R$ 14,3 bilhões.

A participação das bets nos orçamentos é um dos pontos que serão considerados pelo governo federal em uma reunião prevista para a próxima semana com os clubes do Campeonato Brasileiro. A agenda foi anunciada depois da assinatura, na sexta-feira (25), da Medida Provisória que vetou as operações das empresas no Brasil.

Dos 20 clubes da Série A, 14 têm patrocínio de companhias de apostas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que também serão chamadas as confederações esportivas. “Por determinação do presidente Lula, vamos chamar tanto os clubes de futebol quanto as confederações para entender qual é o real impacto”, declarou após o anúncio da proibição.

Uma eventual ajuda financeira não será definida antes do encontro. Durigan disse que o governo avaliará a necessidade de medidas de socorro depois de ouvir os representantes dos clubes e das confederações.

Contratos em avaliação

Na semana passada, com o avanço dos rumores sobre o veto, os clubes divulgaram o manifesto conjunto “O fim do futebol brasileiro”. O documento afirmou que uma alteração abrupta nas regras reduziria a capacidade de investimento das agremiações e provocaria desequilíbrios dentro e fora do país.

Após a confirmação da decisão, a maioria dos clubes da Série A que tem contratos com empresas de apostas preferiu não se manifestar. Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos informaram que não comentarão o assunto por enquanto.

O executivo responsável pelas operações da Sportingbet na América Latina, Antonio Forjaz, também não antecipou o futuro do contrato de patrocínio máster da empresa com Palmeiras e Vasco. Ele afirmou manter a expectativa de que a proibição seja revertida nas próximas semanas.

Juristas avaliam que um dos cenários mais prováveis é a rescisão de contratos firmados nos últimos anos. As agremiações também poderão buscar na Justiça uma indenização do governo por eventuais perdas financeiras. Forjaz disse que recebeu a decisão com surpresa e lembrou que o setor havia sido regulado há 1,5 ano.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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