O governo vai se reunir na terça-feira com clubes brasileiros para discutir os efeitos da medida provisória que proíbe sites e aplicativos de bets. O encontro é articulado pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, e deve abordar os contratos de patrocínio firmados com empresas de apostas.
A medida foi publicada na sexta-feira (25). As empresas terão até 6 de outubro para sair do ar, enquanto os apostadores poderão resgatar os valores disponíveis nas plataformas até 5 de outubro.
Segundo o Ministério do Esporte, a reunião pretende ouvir as demandas dos clubes e avaliar como o governo pode contribuir para evitar possíveis prejuízos decorrentes do encerramento dos contratos.
As empresas de apostas se tornaram uma fonte de receita para os clubes brasileiros, principalmente por meio de patrocínios. Em 2025, as bets pagaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes de maior receita do país, de acordo com levantamento da Sports Value.
A proibição ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares e sancionada pelo presidente da República para começar a valer. Pela proposta, explorar ou operar apostas de quota fixa passará a ser crime, com pena de reclusão de 4 a 6 anos, além de multa. A punição será aplicada mesmo quando houver autorização de uma autoridade estrangeira.



