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Condenação de Bolsonaro chega a um ano com Flávio na corrida presidencial

Ex-presidente cumpre prisão domiciliar, enquanto aliados tentam associar a crise envolvendo Alexandre de Moraes ao governo Lula.

Condenação de Bolsonaro chega a um ano com Flávio na corrida presidencial
Foto: Folhapress

A condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado completa um ano nesta sexta-feira (11), enquanto seu filho Flávio Bolsonaro se apresenta como candidato à Presidência da República. O ex-presidente foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão e cumpre prisão domiciliar desde março.

A situação do ministro Alexandre de Moraes passou a ser questionada por causa da relação dele com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. Bolsonaristas tentam atribuir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o desgaste enfrentado pelo ministro, embora Flávio também tenha vínculos com Vorcaro.

O julgamento ocorreu em 11 de setembro de 2025. Para o cientista político Leonardo Barreto, a decisão não eliminou a divisão política que já existia em 2022 nem produziu consenso sobre a existência de uma tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder. “Uma parte importante da sociedade não foi convencida [de que houve uma tentativa de golpe]”, afirmou.

Bolsonaro e a campanha

Pessoas próximas dizem que Bolsonaro continua afirmando que foi injustiçado, mas demonstra otimismo em relação à campanha de Flávio e aos candidatos que escolheu para o Senado. A lista inclui Michelle Bolsonaro, sua mulher.

As restrições determinadas por Moraes reduziram a influência direta do ex-presidente na campanha. Flávio foi proibido de visitá-lo depois de uma violação das regras da prisão domiciliar. Desde então, informações sobre a disputa eleitoral são transmitidas por advogados autorizados a entrar na residência.

Na terça-feira (8), Moraes autorizou a visita de Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente e candidato a deputado federal, além do pai, da madrasta e de duas irmãs de Michelle.

Flávio afirma que, se for eleito, pretende anistiar os condenados pelos ataques de 8 do Janeiro. Também diz que subirá a rampa do Palácio do Planalto com o pai na posse e que o usará como “bússola” do governo.

O bolsonarismo também espera mudanças no Supremo Tribunal Federal, incluindo o impeachment de Moraes e a indicação de até cinco ministros. A conta considera três aposentadorias previstas até 2030 e uma vaga aberta após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Outros condenados

Em maio, a defesa de Bolsonaro pediu ao Supremo a anulação da condenação. O relator é Kassio Nunes Marques, que não participou do julgamento. Em junho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição do pedido e disse que a decisão se baseou em “vigoroso conjunto probatório”.

Também foram condenados quatro generais quatro estrelas, Anderson Torres, Mauro Cid e Alexandre Ramagem. Cid está solto após um acordo de delação premiada, enquanto Ramagem está foragido nos Estados Unidos. A mulher dele é candidata a deputada federal.

Augusto Heleno cumpre pena em casa após ser diagnosticado com Alzheimer. Walter Braga Netto, Paulo Sérgio de Oliveira e Almir Garnier estão presos em unidades militares desde o fim de novembro. Torres está na Papudinha, onde divide cela com Silvinei Vasques e cinco ex-coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal.

As penas dos demais presos variam de 19 a 26 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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