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Debate ao governo do DF tem críticas a Celina e promessas para saúde e transporte

Cinco candidatos participaram do terceiro debate da eleição de 2026; Celina Leão não compareceu ao encontro.

Debate ao governo do DF tem críticas a Celina e promessas para saúde e transporte
Foto: Reprodução/TMC

Candidatos ao governo do Distrito Federal participaram nesta terça-feira (8) do terceiro debate da eleição de 2026. Celina Leão não compareceu. A assessoria da governadora informou que ela havia sido fortemente criticada pelos adversários em encontros anteriores.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo turno, se houver, será em 25 de outubro. O debate foi dividido em cinco blocos, com perguntas entre os candidatos, questões de jornalistas da TMC, participação de moradores e considerações finais.

Críticas à gestão e propostas dos candidatos

A ausência de Celina foi um dos principais temas do início do encontro. Os candidatos também criticaram a atual administração em áreas como educação, saúde, transporte público e segurança.

Ricardo Cappelli escolheu José Roberto Arruda para responder sobre a relação com o governo federal. Arruda defendeu o diálogo institucional, independentemente de diferenças políticas e ideológicas, e afirmou que uma relação construtiva entre o governo local e a União ajudaria a enfrentar problemas como a crise envolvendo o BRB.

Paula Belmonte questionou Leandro Grass sobre economia e microcrédito. Grass propôs criar uma agência de fomento para ampliar o acesso de pequenos empresários, comerciantes e produtores ao crédito.

Ao responder sobre transporte público, Belmonte e Grass criticaram o sistema do Distrito Federal e defenderam a ampliação do metrô. Grass também prometeu estender os horários de funcionamento do transporte e implementar a tarifa zero.

Kiko Caputo perguntou a Cappelli sobre saúde pública. Cappelli criticou a gestão do setor e prometeu auditar o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), contratar profissionais e zerar as filas por meio do programa Fila Zero.

No segundo bloco, os temas foram escolhidos livremente. Arruda prometeu reduzir gastos, o número de secretarias e os cargos comissionados para lidar com a crise financeira do Distrito Federal. Belmonte defendeu uma auditoria nas empresas de ônibus, a expansão do metrô e um aplicativo do governo local para motoristas de aplicativo. Cappelli também prometeu criar um aplicativo, além de isentar de IPVA motoristas de aplicativo e entregadores.

Grass questionou Kiko Caputo sobre a indicação política de administradores regionais. Caputo defendeu critérios técnicos para os cargos. Em outro momento, Grass criticou a gestão de Celina e disse que pretende fortalecer mecanismos de transparência e controle.

Ao final do bloco, os candidatos receberam um minuto extra para compensar um erro da organização, que havia concedido tempo adicional a Arruda. O período foi usado para novas críticas à ausência de Celina e à administração do Distrito Federal.

Saúde, metrô e segurança

No terceiro bloco, os candidatos responderam a jornalistas da TMC. Arruda prometeu construir quatro novas linhas de metrô, cinco hospitais e melhorar a educação pública. Kiko Caputo afirmou que a saúde seria sua prioridade, prometeu quatro novos hospitais e a conclusão do Hospital do Câncer.

Belmonte disse que poderá mudar a gestão dos hospitais caso sejam encontradas irregularidades em uma auditoria na saúde pública e no IgesDF. Ela também prometeu entregar à Secretaria de Saúde o Hospital de Base, o Hospital de Santa Maria e o Hospital do Pôr do Sol, atualmente sob gestão do instituto.

Grass afirmou que sua principal meta é reduzir as filas da saúde pública. Também prometeu ampliar a oferta de creches, regularizar áreas do Distrito Federal e construir moradias populares. Cappelli defendeu uma intervenção na gestão da saúde e afirmou que o orçamento atual seria suficiente para melhorar o atendimento. Ele voltou a prometer o fim das filas de consultas, exames e cirurgias.

No bloco dedicado a perguntas de moradores, Arruda prometeu contratar 3 mil médicos e ampliar o funcionamento de unidades básicas de saúde. Caputo defendeu o aumento do efetivo das forças de segurança, o uso de tecnologia e a instalação de câmeras para ampliar a presença do Estado nas ruas.

Cappelli prometeu elevar a oferta de educação em tempo integral dos atuais 7% para pelo menos 35% e realizar concurso para monitores de alunos com deficiência. Grass propôs instalar iluminação de LED no Sol Nascente e ampliar investimentos em infraestrutura e serviços públicos.

Belmonte respondeu sobre a falta de uma UPA no Guará, citou o hospital ortopédico previsto para a cidade e também abordou saúde mental e violência contra as mulheres.

Considerações finais

No último bloco, Arruda listou obras de seu governo e repetiu as promessas de construir cinco hospitais e quatro novas linhas de metrô, além de retomar as escolas de educação integral. Ele também criticou obras da atual gestão e voltou a mencionar a ausência de Celina.

Cappelli destacou sua experiência na administração pública e sua atuação como interventor federal na segurança pública do Distrito Federal após os ataques de 8 de janeiro. Kiko Caputo prometeu recuperar a qualidade da saúde, da educação e do transporte público.

Grass lamentou novamente a ausência de Celina, citou problemas no transporte e na saúde e o caso envolvendo o BRB. Ele também reforçou o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Belmonte encerrou defendendo a honestidade, a boa gestão e o combate à corrupção, além de afirmar que acredita na escola pública e no SUS.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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