A disputa presidencial permanece aberta no Sudeste, com movimentos diferentes em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Lula melhora nos dois primeiros estados, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) amplia sua vantagem no Rio.
Minas Gerais concentra o principal sinal de equilíbrio. No início do mês, Flávio tinha 40% contra 37% de Lula no segundo turno. Agora, os dois aparecem com 40%. A pesquisa indica concentração das preferências nos dois principais candidatos, mas não permite afirmar que houve migração específica de eleitores entre eles.
A avaliação do governo também melhorou em Minas. Na comparação com agosto, a aprovação passou de 41% para 44%, enquanto a desaprovação caiu de 52% para 49%. O saldo continua negativo, mas a diferença entre os indicadores diminuiu de 11 para 5 pontos.
Em São Paulo, Lula avançou na simulação de segundo turno, de 33% para 36%. Flávio oscilou de 41% para 42%, reduzindo a vantagem de oito para seis pontos. O senador continua à frente no estado.
No primeiro turno paulista, porém, Flávio passou de 31% para 34%, e Lula, de 30% para 31%. Cury marcou 7%, Caiado (PSD), 4%, Renan Santos (Missão), 3%, e Zema, 1%.
A aprovação do governo em São Paulo subiu de 37% para 40%, ante agosto. A desaprovação recuou de 58% para 55%, embora o ambiente ainda seja majoritariamente desfavorável.
No Rio de Janeiro, o movimento foi contrário. No primeiro turno, Flávio avançou de 34% para 37%, enquanto Lula oscilou de 32% para 30%. No segundo turno, o senador passou de 43% para 44%, e o presidente, de 37% para 36%. A vantagem aumentou de seis para oito pontos. A aprovação do governo caiu de 40% para 37%, e a desaprovação subiu de 51% para 56%.
As margens de erro são de dois pontos em São Paulo e de três em Minas e no Rio. Por isso, as oscilações indicam diferenças regionais, mas não permitem tratar cada variação como uma mudança consolidada.
Entre os eleitores que já indicam um candidato, o voto considerado definitivo passou de 71% para 81% em Minas, de 74% para 80% em São Paulo e de 77% para 82% no Rio. Com escolhas mais firmes, o engajamento, o comparecimento e a capacidade de atrair votos de Cury, Caiado, Renan ou Zema podem ganhar peso. Esses quatro candidatos somam 13% em Minas e 15% em São Paulo.
O debate da Globo, na próxima semana, também aparece como um possível momento de influência sobre eleitores que ainda consideram mudar. A recuperação de Lula em Minas e São Paulo preserva a competitividade da disputa, enquanto a vantagem de Flávio no Rio limita esse movimento. Com 40% para cada lado em Minas no segundo turno, o resultado permanece em aberto.



