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Em 2022, equipe de Lula pediu investigação de Bolsonaro por benefícios eleitorais

A ação apresentada ao TSE questionou o aumento temporário do Auxílio Brasil e outras medidas adotadas durante a campanha presidencial.

Em 2022, equipe de Lula pediu investigação de Bolsonaro por benefícios eleitorais
Foto: Adriano Machado/Reuters

Em 2022, a equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a investigação de Jair Bolsonaro (PL) por medidas de ampliação de benefícios sociais durante a corrida eleitoral. O pedido buscava a inelegibilidade do então presidente.

A iniciativa ocorreu depois que Bolsonaro falou, em agosto daquele ano, sobre uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para elevar o Auxílio Brasil, programa equivalente ao Bolsa Família durante seu governo. A proposta previa que o benefício chegasse a R$ 600 em 2023.

O governo aumentou o valor em R$ 200, de forma temporária, entre agosto e dezembro. O benefício original tinha valor mínimo de R$ 400. Conforme o Ministério da Cidadania, 2,2 milhões de novas famílias foram incluídas naquele agosto, levando o total de famílias cadastradas a 20,2 milhões.

Na ação, a equipe de Lula afirmou que a concessão dos benefícios durante o período eleitoral teria o objetivo de influenciar a escolha dos eleitores e afetar a lisura do pleito. O documento mencionou a antecipação dos pagamentos do Auxílio Brasil e do Auxílio Gás, a expansão do número de famílias atendidas e a antecipação de auxílios para caminhoneiros e taxistas.

Também foram citados um programa de negociação de dívidas com a Caixa Econômica Federal, a liberação de FGTS futuro para financiar imóveis, uma linha de crédito da Caixa para mulheres empreendedoras e o crédito consignado do Auxílio Brasil.

O presidente Lula anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% no Bolsa Família. A medida, adotada 17 dias antes do primeiro turno, elevaria o repasse mínimo de R$ 600 para R$ 691 por família.

O pagamento do novo valor começaria em 19 de outubro, menos de uma semana antes do segundo turno, marcado para o dia 25. O custo estimado era de R$ 5,8 bilhões naquele ano e R$ 22,7 bilhões anuais em 2027 e 2028.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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