BRASÍLIA — Cinco entidades do setor produtivo do Distrito Federal divulgaram nesta quinta-feira (17) um manifesto em defesa de uma solução coordenada para a crise financeira do BRB (Banco de Brasília), relacionada à compra de carteiras fraudulentas do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
O documento pede diálogo entre as instituições e cooperação para preservar a operação do banco. As entidades afirmam que o BRB tem papel no financiamento de empresas, na oferta de crédito, na criação de empregos e no apoio a serviços e programas públicos. Também disseram que pretendem colaborar para a recuperação da solidez da instituição.
“Entendemos que as decisões relativas ao BRB devem fundar-se em critérios estritamente técnicos e de governança”, afirmam as organizações. O manifesto também defende apuração responsável de eventuais irregularidades e medidas que garantam a estabilidade do banco, a continuidade das operações e a proteção dos interesses da sociedade.
A manifestação ocorreu um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticar a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e afirmar que o governo federal não ajudará na recuperação financeira do BRB. Em resposta, Celina declarou em redes sociais que Lula quer “quebrar o BRB”.
Pedido de financiamento
O banco enfrenta crise de capital e de liquidez após a aquisição das carteiras do Banco Master. Para socorrer a instituição, o Governo do Distrito Federal tenta viabilizar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
Um acordo no STF (Supremo Tribunal Federal) estabeleceu que as principais instituições financeiras do país seriam fiadoras da operação. As contragarantias, destinadas a ressarcir os bancos em caso de inadimplência, viriam de recursos do FPE (Fundo de Participação dos Estados) e do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
O modelo não avançou. O governo do DF apresentou então uma nova ação para pedir que o Supremo obrigue a União a ser fiadora do empréstimo. O ministro do STF Luiz Fux deu 15 dias sucessivos, com prazo de até 45 dias, para que o governo federal, o Banco Central e o FGC se manifestem.
Assinam o manifesto a Ademi-DF, a Asbraco, o Codese/DF, a Fecomércio-DF e o Sinduscon-DF.


