ARACAJU — O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (27), em um ato de campanha em Aracaju (SE), que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dois filhos: Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o tigrinho, referência às bets. O candidato voltou a usar a expressão após Lula recorrer à Justiça contra um vídeo com a mesma afirmação.
O evento estava marcado para 9h15, mas começou por volta das 11h, com público descrito como tímido. Em nove minutos de discurso, Flávio disse que Lula seria responsável pela liberação dos cassinos online e associou o presidente a um suposto esquema envolvendo dinheiro de aposentados.
“Para não ter mais dúvida, vou anexar lá no processo que ele entrou contra mim um exame de DNA”, afirmou o senador. Em seguida, mostrou uma folha com a frase “Exame de DNA: Lula é o pai do tigrinho”.
Flávio também apresentou propostas para sua campanha. Entre elas estão a redução da maioridade penal, a possibilidade de jovens obterem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a partir dos 16 anos e a castração química de estupradores.
O candidato disse que a vocação de Sergipe é o petróleo e defendeu a retirada do recurso do fundo do mar para beneficiar a população do estado, com investimentos em saúde, educação e infraestrutura. Também afirmou que, para isso, não seria possível indicar alguém que considerou completamente incompetente para comandar a Petrobras.
Durante o discurso, Flávio se apresentou como “o carioca mais nordestino da história do Brasil” e disse que pretende honrar os eleitores da região. Depois da concentração na orla, participou de uma motociata pelo bairro Coroa do Meio, em direção ao Mirante Treze de Julho. Na tarde deste domingo, a agenda previa outra motociata em Goiânia.
No sábado (26), em São João do Meriti (RJ), o senador já havia chamado Lula de pai do tigrinho e de desesperado. As declarações ocorreram um dia depois de o governo publicar uma medida provisória que proíbe empresas de apostas eletrônicas, as bets.
Na sexta (25), a campanha de Flávio apresentou uma notícia-crime pedindo a prisão de um servidor da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). A acusação foi motivada por publicações que atribuíam ao candidato a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.



