O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o colega André Mendonça de fazer uma seleção direcionada das informações relacionadas ao caso Master. A declaração foi dada nesta sexta-feira (11), antes de uma sessão do STF prevista para a próxima terça-feira (15).
Moraes afirmou que a retirada de sigilo teria ocorrido para beneficiar um grupo político. Ele também declarou que o relator não deve escolher quais documentos ficam disponíveis aos demais ministros para o julgamento.
Mendonça negou ter adotado critérios seletivos. Segundo ele, foram tornados públicos todos os procedimentos relacionados às conversas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Acesso ao celular
O ministro Cristiano Zanin pediu a Fachin acesso ao conteúdo completo do celular de Vorcaro. Zanin disse que as informações seriam necessárias para preparar o julgamento em que o STF vai analisar um relatório da Polícia Federal.
O documento registra 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. A Corte também deverá examinar os procedimentos ligados ao caso Master e às conversas entre o ex-banqueiro e integrantes da política.
A disputa começou depois que Mendonça retirou, na quinta-feira (10), o sigilo das principais investigações envolvendo o Banco Master e Vorcaro, a pedido de Fachin. Permaneceram sob sigilo outras frentes, entre elas a investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
A apuração da Polícia Federal também envolve conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O episódio expôs divergências públicas entre ministros do STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a direção-geral da Polícia Federal.



