A maioria dos brasileiros apoia mudanças nas regras para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14). Para 53% dos entrevistados, os ministros deveriam ter mandato com tempo fixo, enquanto 68% defendem o aumento das exigências para a nomeação de novos integrantes da Corte.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro e tem margem de erro de dois pontos. Os participantes avaliaram seis propostas de alteração no STF e puderam se posicionar a favor ou contra cada uma delas.
Mandato e escolha de ministros
A adoção de mandato fixo teve apoio de 53% dos eleitores. Outros 30% foram contrários, 4% disseram não ser nem a favor nem contra e 13% não souberam responder.
Também houve apoio à mudança no processo de escolha dos ministros. Metade dos entrevistados, 50%, afirmou ser favorável a que o Congresso Nacional e o Judiciário possam indicar magistrados para o Supremo. Atualmente, a indicação é feita pelo presidente da República.
Os ministros precisam ter ao menos 35 anos para serem nomeados e se aposentam compulsoriamente aos 75 anos. Não existe, porém, prazo fixo para a permanência na Corte. A seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil defendeu, em carta, mandatos de 12 anos.
Percepção sobre o caso Master
Para 46% dos entrevistados, o caso Master afeta negativamente todos os Poderes de maneira igual. Outros 17% disseram que o impacto se restringe ao STF. O governo anterior e a família Bolsonaro foram citados por 15%, enquanto 9% apontaram o governo Lula e políticos do PT.
O Banco Central foi mencionado por 2% dos participantes. O Congresso Nacional apareceu com 1%, mesmo percentual dos que disseram que o caso não afeta nenhum dos Poderes. Não souberam ou não responderam 17%.
Confiança na Corte
A pesquisa registrou que 56% dizem não confiar no STF, e 9% afirmam confiar muito. Outros 30% dizem confiar pouco. O percentual dos que não confiam subiu dez pontos em relação ao levantamento divulgado em agosto.
O índice ficou próximo dos níveis registrados em abril e maio de 2026: 53% em abril e 55% em maio disseram não confiar no Supremo.



