As pesquisas da Quaest em 26 estados, combinadas com o Datafolha no PI, mostram um empate no agregado da eleição presidencial, mas com diferenças importantes entre as regiões. No 1º turno, Lula aparece à frente em 10 estados, Flávio lidera em 8 e há empate dentro da margem de erro em 9, incluindo SP, MG e RS.
Disputa presidencial
O desempenho de Lula nos estados mantém forte relação com o resultado do 1º turno de 2022: a correlação é de 0,98. O voto em Flávio também se aproxima da distribuição obtida por Jair em 2022, com correlação de 0,95.
Lula ampliou sua vantagem principalmente no Nordeste, onde já tinha maior força: MA (+7), BA (+6), PB e SE (+4). Fora da região, as variações vão de -3 em GO e TO a +3 no DF, com exceção do AP, onde houve avanço de +6.
Flávio melhorou em relação a Jair no Norte e no Centro-Oeste, com altas de +6 em RO, +5 em MT e +4 no PA. Também avançou +5 na BA. Em sentido contrário, perdeu espaço no DF (-8), em GO (-6), além de PR, RS e ES (-3).
Os eleitores independentes representam de 24% a 36% do eleitorado nos estados. As maiores proporções estão no RJ (36%), no AM (35%) e em TO, RS e GO (33%). Lula supera, em quase todos os estados, a soma de lulistas e da esquerda não lulista. Flávio, por sua vez, fica abaixo da soma da direita em MG, GO, DF e SP.
A aprovação do governo acompanha parte desse mapa: o saldo é positivo no Nordeste, no AM (+7) e no PA (+4), e negativo em todo o Centro-Sul. MG (-5) e TO (-3) aparecem empatados e também estão entre os estados em disputa.
O medo também divide o eleitorado. No Nordeste, quase 60% temem a volta da família Bolsonaro. No Norte e no Sul, até 64% receiam mais um mandato de Lula. Em MG, SP, RJ, DF e GO, os dois medos chegam a 8%.
Mesmo em locais onde está empatado ou atrás, Lula é considerado favorito por parte do eleitorado: 50% no SP, contra 35% para Flávio; 49% a 37% no RJ; e 44% a 40% no PR. Flávio é apontado como vencedor em 7 estados. Entre os que já declaram voto, de 11% a 23% admitem mudar de escolha. PR (23%), AP (21%), SP e SC (20%), MG e DF (19%) concentram os maiores índices.
Governadores e Senado
Pelo critério de liderança acima da soma dos demais candidatos e fora da margem de erro, 7 estados já têm vencedor provável no 1º turno: RR, AP, PI, PB, MS, SP e SC. Outros 14 permanecem dentro da margem.
A aprovação dos governos estaduais não se transforma automaticamente em intenção de voto. Em todos os estados, o candidato governista tem menos votos que o índice de aprovação do governo. No PR, cerca de 80% aprovam a gestão, enquanto o candidato do governador tem 20%.
A indecisão para governador, na pesquisa espontânea, varia de 18% no AP a 65% no MT. Em 13 estados, mais da metade dos eleitores não cita nenhum nome. A disputa pelo Senado está ainda mais aberta: em 22 estados, mais de 60% não mencionam candidato na espontânea. Em SP, o índice chega a 79%.
Violência é o principal problema apontado no RJ (62%), no CE (54%) e na BA (40%). Saúde lidera na maioria dos outros estados e chega a 60% no DF. No RS, as enchentes ainda representam 25% das menções.



