Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00%
A economia explicada todos os dias
Política

PF terá de verificar origem e autenticidade de cartazes contra Raquel Lyra

Decisões da Justiça Eleitoral determinaram perícias, preservação de imagens e entrega de arquivos digitais relacionados ao caso.

PF terá de verificar origem e autenticidade de cartazes contra Raquel Lyra

A Polícia Federal deverá investigar se cartazes que associavam Raquel Lyra à morte do marido foram realmente produzidos e instalados em espaço público. A Justiça Eleitoral também determinou medidas para preservar imagens, arquivos digitais e outros vestígios que possam esclarecer a origem do material.

Os cartazes atribuíam à governadora, candidata à reeleição, a intenção de ter matado o empresário Fernando Lucena para vencer a eleição estadual de 2022. Lucena sofreu um mal súbito no dia do 1º turno daquele pleito.

As imagens foram divulgadas pelo Bastidor.PE. Uma delas exibia a foto de Raquel Lyra acompanhada da frase "ela matou o marido para ganhar a eleição". Outra apresentava a expressão "matadoras de maridos" e uma montagem da governadora com Elize Matsunaga e Flordelis. Matsunaga foi condenada por esquartejar o marido em 2012; Flordelis foi sentenciada em 2022 por ser mandante do assassinato do esposo.

A primeira decisão foi tomada na terça-feira (1º), após pedido da coligação Pernambuco de Coração, ligada à candidatura de Raquel Lyra. A juíza eleitoral Anamaria de Farias Borba Lima Silva determinou a abertura do inquérito e a preservação de provas físicas e digitais.

A PF deverá recolher cartazes remanescentes e submetê-los a perícias gráficas e documentoscópicas. A análise deverá verificar o processo de impressão, o papel, a tinta, os equipamentos utilizados e eventuais impressões digitais.

A Secretaria de Defesa Social, a CTTU e a prefeitura do Recife foram oficiadas para conservar gravações de câmeras do Bairro do Recife e de áreas próximas. A empresa LTX Segurança Privada Ltda, responsável por câmeras em uma das ruas, também recebeu ordem para manter imagens e registros de leitura de placas.

Na sexta-feira (4), a Justiça aceitou um pedido da Frente Popular de Pernambuco, ligada à candidatura de João Campos, para ampliar a apuração. O grupo questionou a existência física dos cartazes e afirmou que havia apenas uma imagem de cada peça, sem comprovação de que elas tivessem sido afixadas em vias públicas.

A investigação deverá avaliar se houve produção e instalação dos cartazes ou se as fotografias resultaram de montagem, manipulação ou fabricação digital. O caso, inicialmente analisado pela 8ª Zona Eleitoral do Recife, foi encaminhado ao Juízo das Garantias da Justiça Eleitoral de Pernambuco.

A decisão também determinou que os administradores do Bastidor.PE entreguem à PF, em 48 horas, o arquivo original da foto, sem compressão e com metadados completos. Entre as informações exigidas estão data, horário, coordenadas geográficas e equipamentos utilizados.

O portal, seu provedor de hospedagem e a Meta, dona do Instagram, deverão preservar logs de acesso, endereços de IP, históricos de alteração e conteúdos excluídos ou modificados a partir de 2 de setembro de 2026. A medida inclui sigilo para evitar a supressão ou destruição dos registros.

A Frente Popular afirmou haver indícios de vínculos entre integrantes do Bastidor.PE e a campanha de Raquel Lyra. Léo Malafaia, que aparecia na equipe do portal, atua como videomaker da campanha da governadora. Fillipe Vilar e Rodrigo Ambrósio continuam listados como colaboradores.

O nome de Malafaia foi retirado do expediente do site, e matérias ligadas a ele foram excluídas na noite de quarta-feira (2). A Justiça classificou a situação como "risco concreto de perecimento ou alteração de elementos probatórios armazenados em ambiente digital".

A defesa de Malafaia afirmou que ele não tem vínculo com a página desde 2025 e negou qualquer ligação com os fatos. Também disse que poderá adotar medidas judiciais para defender a honra, a integridade pessoal e a reputação profissional dele.

A coligação de Raquel Lyra declarou que o processo foi aberto por seu grupo e que o pedido da Frente Popular é complementar. Afirmou ainda confiar na Justiça e nas polícias Civil e Federal para esclarecer o caso e identificar os responsáveis.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.