O jornalista Victor Assis, do PCO, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um programa de governo para a disputa pelo governo de Pernambuco em 2026. O documento tem sete páginas e está dividido em 15 temas.
Entre as propostas estão a recomposição dos salários, o passe livre no transporte público para desempregados e trabalhadores informais, a proibição de despejos e a criação de comitês de autodefesa para trabalhadores. O plano também prevê mais verbas para saúde e educação, embora não detalhe como essas medidas seriam implementadas.
O programa afirma que os salários deveriam ter reposição integral de 100% das perdas e aumento emergencial de 50%. Também propõe reajustes automáticos quando o custo de vida do trabalhador subir 3%.
Outra medida é reduzir a jornada para no máximo sete horas por dia, cinco dias por semana, totalizando 35 horas semanais. O documento ainda defende a proibição de despejos e do corte de serviços essenciais, como água, luz e gás, para desempregados, além do passe livre no transporte para esse grupo e para trabalhadores da economia informal.
Educação, saúde e habitação
Na educação, Victor Assis propõe eleições diretas para os cargos de gestão das escolas estaduais, incluindo a escolha de diretores. O plano também menciona um modelo de governo tripartite, com estudantes, professores e funcionários, nas universidades, além de jornada de no máximo 30 horas semanais para professores.
Para a saúde, o programa prevê um plano de emergência para construir hospitais e postos de saúde, mais recursos para a área e piso salarial de R$ 8 mil para profissionais do setor.
Na habitação, a principal proposta é a expropriação de imóveis vagos de especuladores do mercado imobiliário. O texto não explica como a medida seria realizada e também defende a proibição de despejos e desocupações.
Campo e segurança
Para a reforma agrária, o PCO propõe assentamento imediato dos milhões de sem-terra acampados, punição de latifundiários e outros responsáveis por assassinatos ligados à luta pela terra, além do direito de autodefesa e armamento para trabalhadores do campo e indígenas.
Na segurança, o programa defende o direito à autodefesa para a população e a formação de comitês de autodefesa de trabalhadores da cidade, do campo e de comunidades indígenas. O documento também menciona a dissolução da Polícia Militar e o cancelamento da concessão pública de veículos de comunicação.
O plano ainda prevê a defesa do futebol, do carnaval e de manifestações da cultura popular, o fim da perseguição às torcidas organizadas, o controle dos clubes por torcedores e trabalhadores do setor e investimentos públicos em cultura e esporte.



